As fortes chuvas que atingiram o Estado de Minas Gerais na noite de Ano Novo causaram três mortes e o desaparecimento de uma pessoa, de acordo com informações divulgadas ontem pelo Corpo de Bombeiros.
O temporal, que começou por volta das 19h, causou três mortes em Belo Horizonte: uma criança de três anos, um homem e uma mulher, ambos de 51 anos.
Um homem ainda está desaparecido, mas não há detalhes sobre a vítima. Ainda segundo os bombeiros, o Estado tinha 68 pontos de alagamento entre as 19h50 e as 23h de anteontem.
Além das três mortes de ontem, outras 19 pessoas morreram em decorrência das enchentes no interior de Minas. A última morte contabilizada pela Defesa Civil do Estado foi a de um jovem de 21 anos, provocada por um desabamento de uma casa em Contagem (MG).
No último domingo (28), o órgão havia confirmado outras três mortes no Estado, devido às enchentes que atingiram uma rodovia na região do município de Prata (MG).
A Defesa Civil estima que 295 pessoas tenham ficado feridas no Estado em decorrência das chuvas. Mais de 282 mil pessoas foram prejudicadas pelas enchentes.
Ao todo, 92 cidades foram afetadas pelas chuvas no Estado, segundo a Defesa Civil. Destas, 53 declararam situação de emergência. Além disso, 56.668 pessoas estão desalojadas e outras 5.994 permanecem desabrigadas, ou seja, estão em casa de parentes e amigos.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais localizou na manhã de ontem o corpo do último passageiro desaparecido do ônibus da viação Itapemirim, que despencou de uma ribanceira e caiu no rio Angú, na região de Além Paraíba (MG), no fim da noite de segunda (29). O acidente deixou 23 feridos. Na tarde de anteontem, os bombeiros haviam localizado dois corpos. Com isso, sobe para 12 o número de mortes confirmadas. A identidade das três últimas vítimas encontradas ainda não foi revelada.
O veículo, de prefixo 9.509, havia saído de Iúna (ES) e seguia para a cidade de São Paulo. Segundo a Polícia Rodoviária, o veículo caiu de uma altura aproximada de 80 metros e ficou submerso, pois o nível das águas no rio estava acima do normal devido às chuvas na região.
Os outros nove mortos foram identificados como Amarildo de Oliveira Viana (motorista), Carmelita Batista Santos Silva, Gabriela Franco Peres, Maria das Graças Gomes, Maria da Glória Souza Aquino, Manoel Pinheiro, Orezino Paini, Regina Célia de Souza Concolado e Sebastião Souza Aquino.
O acidente aconteceu por volta das 23h30 de segunda. Chovia na ocasião, e o motorista perdeu o controle ao fazer uma curva na altura do km 790 da BR-116. As causas do acidente ainda serão investigadas.
Um dos sobreviventes, o servente Tarcísio de Oliveira Vieira, 27, disse que o motorista dirigia em alta velocidade. "Senti que o ônibus tinha passado em um buraco, e ouvi um barulho, mas achava que ele continuava na pista. Estava no último banco e só percebi que estava tombando quando fui arremessado. Tinha muita gente gritando", disse o passageiro, que foi internado com a clavícula quebrada.
A viação, por meio da assessoria de imprensa, disse ser prematuro dizer se o veículo estava em alta velocidade. A empresa afirmou que controla eventuais excessos praticados por motoristas, já que os ônibus possuem tacógrafos (aparelho que registra a velocidade).
Subiu para quatro o número de pessoas feridas por balas perdidas durante o Réveillon em Copacabana, na zona sul do Rio. As informações são do hospital Miguel Couto, na Gávea (zona sul do Rio), para onde as vítimas foram encaminhadas.
De acordo com o hospital, os ferimentos não eram graves, e as vítimas foram atendidas e liberadas ainda durante a madrugada. Segundo a Polícia Militar, ao menos três dos quatro casos ocorreram entre a 0h e a 1h de ontem.
As vítimas foram identificadas pelo hospital como Rafael Pereira Leite, 19, Nilza Maria Batista Vieira, 53, e Regina Maria da Silva Ribeiro, 37, e Priscila Oliveira da Silva, 26. Todos foram baleados durante a festa de virada de ano na praia.
Apesar do incidente, a Polícia Militar afirmou que o Réveillon foi tranquilo em relação aos anos anteriores, e não houve muitos registros de ocorrências graves.
A festa na praia de Copacabana reuniu mais de 2 milhões de pessoas. O espetáculo pirotécnico durou 21 minutos, segundo a Riotur (Empresa de Turismo do Rio).
Para a queima de fogos foram usados 24 toneladas de explosivos espalhados por oito balsas no mar. A chuva, que ameaçava o show até perto da meia-noite, deu uma trégua durante o processo. Entretanto, a fumaça atrapalhou a visualização da atração.
inícioO prefeito Eduardo Paes foi empossado ontem às 12h45 em uma solenidade na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Durante o discurso, Paes afirmou que é uma "enorme honra" se tornar o prefeito da cidade e garantiu que vai manter um diálogo aberto com todos os vereadores.
O prefeito publicou no Diário oficial de ontem uma série de decretos, entre eles o fim da aprovação automática da criação de um gabinete integrado de combate à dengue, um plano de implantação do bilhete único, normas de execução orçamentária e programação financeira para 2009.
"É necessário, para o bem da democracia, que nós tenhamos um Poder Legislativo forte. Por isso, esse poder precisa ser ouvido", disse. "Quero convidá-los para participar das mudanças que essa cidade necessita."
Paes disse ainda que, nos primeiro meses do ano, vai trabalhar para melhorar a gestão municipal e organizar os gastos da máquina pública. Ele garantiu a implantação das unidades de pronto-Atendimento (UPAs) 24 horas.
inícioUm incêndio ocorrido durante a virada de ano provocou a destruição total de seis casas no bairro de Medianeira, em Porto Alegre (RS). Segundo o Corpo de Bombeiros, a maioria dos moradores das residências atingidas estava em sua casa no momento do incêndio, porém, ninguém ficou ferido. Quatro equipes dos bombeiros foram ao local para combater as chamas. O fogo começou por volta da 0h de ontem. Ainda não é possível informar o que provocou o incêndio. Porém, o Corpo de Bombeiros não descarta a possibilidade de o fogo ter sido provocado por fogos de artifícios. Os bombeiros ressaltam, entretanto, que apenas a perícia da Polícia Civil poderá revelar o que provocou o incêndio.
inícioAs regras para tirar carteira de habilitação no país mudaram e desde ontem entrou em vigor a resolução 285 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que prevê um aumento na carga horária dos cursos de formação de condutores do país.
De acordo com o órgão, agora, os condutores serão submetidos a 45 horas de aulas teóricas - atualmente, são 30 horas - e 20 horas de curso de direção veicular - hoje são necessárias 15 horas de aulas práticas.
Com a mudança, sobe de 12 horas para 18 horas o total de carga horária do curso teórico sobre legislação de trânsito; de 8 horas para 16 horas o total de aulas de direção defensiva; e de 2 horas para 3 horas o curso sobre noções sobre o funcionamento do veículo de duas ou mais rodas.
Apesar da mudança, o Contran informa que para aqueles que se matricularam nos cursos em 2008, mas ainda não tiraram a carteira de habilitação, vale ainda a regra antiga.
Segundo o órgão, além do aumento da carga horária, a resolução 285 prevê algumas alterações também no conteúdo dos cursos, sobretudo para os condutores de motocicletas A partir do próximo ano, os alunos passarão por aulas teóricas sobre equipamentos de segurança para o motociclista, condução de motocicletas com passageiro ou cargas, e cuidados com as vítimas de acidentes de trânsito, entre outros.
Também será permitido realizar aulas práticas de direção de motocicletas em vias públicas, monitoradas por um instrutor em outro veículo.
De acordo com o Contran, as alterações das regras tem como objetivo diminuir o número de acidentes de trânsito.
Com o aumento na quantidade de aulas, os cursos também devem ficar mais caros. A expectativa do Sindicato das Auto e Moto Escolas do Estado de São Paulo é que a carteira de habilitação fique de 20% a 30% mais cara.
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