Após constatar que os níveis de decibéis registrados na vaquejada do Parque Cowboy, em João Pessoa, chegaram até o dobro permitido por lei, a Secretaria do Meio Ambiente de João Pessoa está preparando o auto de infração para o empreendimento. Segundo o secretário do meio ambiente, Antonio Augusto de Almeida, isso significa em multa acima de R$ 50 mil.
A vaquejada do Parque Cowboy, situado no Valentina Figueiredo, foi realizada no último final de semana e os níveis de decibéis que eram para ser de até 45, variaram de 75 decibéis a 90 decibéis. O crime ambiental ainda resultou em muita reclamação dos moradores. O fato também foi registrado pela Semam.
Segundo a secretaria, esta não foi a primeira vez que a casa de espetáculo foi penalizada por cometer infrações contra o meio ambiente. Em outros eventos o estabelecimento também desobedeceu as legislação e, após pagar as multas, continuou funcionando.
Na verdade, a situação do Parque Cowboy permanece uma incógnita. Sem alvará de funcionamento, consequentemente sem licença ambiental, e mesmo cometendo crimes ambientais o local ganhou o direito na Justiça de funcionar e lucrar com grandes eventos.
Diante de tanta irregularidade e exigindo um isolamento acústico dos empresários, a Semam já tentou suspeder as atividades do local até as adequações serem feitas, mas os representantes do Parque Cowboy entraram com um recurso e o Tribunal de Justiça da Paraíba permitiu a continuidade dos eventos. A Prefeitura recorreu da decisão desde o início de outubro e até agora nenhum parecer foi divulgado.
"É impossível realizar shows do jeito que o local está, sem um isolador acústico. Mas eles têm uma liminar da Justiça e não podemos fazer nada por enquanto. As multas são aplicadas, eles pagam e fica nisso. O nosso interesse é de resolver de vez a situação e não multar por multar", disse Gilberto Carneiro, Procurador do Município.
inícioO Brasil ocupou o primeiro lugar em mortes violentas no estudo comparativo entre 11 países realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). A pesquisa foi divulgada ontem e apontou, na análise da proporção estimada de mortes por danos intencionais, que a violência foi a causa de 4,69% das mortes ocorridas nos anos de 2002 a 2003.
Esse índice é praticamente o dobro de todos os outros países pesquisados: África do Sul, México, Argentina, Índia, China, Rússia, Espanha, Alemanha, Finlândia e Estados Unidos.
"Quando vemos as mortes causadas por danos intencionais, verificamos que o índice no Brasil é praticamente o dobro de qualquer outro país. Não chega a ser o dobro da África do Sul, um país que teve apartheid. A violência, segundo dados da Organização Mundial de Saúde é algo que está produzindo uma verdadeira destruição do ponto de vista da sociedade brasileira", avaliou o diretor do Ipea no Centro Internacional de Pobreza, o pesquisador Milko Maltijascic.
Esse dado refere-se à violência externa exclusivamente. Não inclui, por exemplo, danos auto-imputados, ou seja, suicídio, que no Brasil, de acordo com dados da OMS, representa um índice muito abaixo dos demais países. O índice também não inclui as mortes no trânsito.
"É a violência externa, ou seja, a violência de um contra o outro. O índice de suicídio é baixo, ou seja, o brasileiro quer viver. Não está querendo se matar não", definiu Maltijascic.
inícioO Ibovespa, indicador de referência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou ontem em queda de 2,02%, aos 33.404,55 pontos. Foi a quarta queda seguida, e, nesses quatro dias, a Bolsa perdeu 7,19%. No mês, o prejuízo acumulado passa de 10% (o percentual exato é 10,34%).
No câmbio, o dólar comercial subiu 2,67%, negociado a R$ 2,387 na venda. É a terceira alta seguida da moeda, que acumula elevação de 10,51% só em novembro.
Os desdobramentos da crise financeira e o temor de recessão mundial seguem no foco dos investidores. A crise financeira cada vez mais mostra efeitos devastadores sobre a economia real.
Notícias ruins em série divulgadas somente hoje envolvem diversos setores, como automóveis, agricultura, indústria química, combustíveis e construção civil, e empresas mundialmente famosas, como General Motors, Basf, Nissan e Citigroup.
A preocupação com o setor automobilístico é uma das maiores. As montadoras norte-americanas pediram ao Congresso uma ajuda de US$ 25 bilhões para evitar a falência de muitas delas.
Entre fabricantes de outras nacionalidades, também há tensão. A japonesa Toyota anunciou a paralisação das atividades em fábricas dos Estados Unidos e Canadá por dois dias, por causa da queda na demanda.
"Nos adaptamos às condições locais, ou seja, à queda do mercado e à desaceleração das vendas. Se continuássemos produzindo, teríamos um excesso de estoque", disse um porta-voz da empresa.
inícioA Polícia Civil indiciou dez pessoas pelo acidente com o Airbus A320 da TAM: dois funcionários da TAM, três da Infraero e cinco da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Entre eles, estão o ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, o ex-presidente da Anac, Milton Zuanazzi, a ex-diretora da Anac, Denise Abreu, o diretor de segurança de vôo da TAM, Marco Aurélio Castro, e o ex-gerente de engenharia de operações da companhia aérea, Abdel Salam Rishk. Eles serão indiciados por homicídio culposo (sem intenção) contra a segurança de transporte aéreo e podem ser penalizados com até seis anos de prisão.
O acidente aconteceu em 17 de julho do ano passado e deixou 199 mortos - a maior tragédia da história da aviação brasileira. O vôo 3054, que vinha de Porto Alegre (RS), tentou aterrissar no aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, e acabou se chocando com um depósito da própria companhia aérea do outro lado da avenida Washington Luís, em frente à pista principal do aeroporto.
inícioApós mais de três anos, a Polícia Federal encerrou ontem as investigações do furto ao Banco Central de Fortaleza (CE), que ocorreu em agosto de 2005. Segundo a PF, foram presas 122 pessoas acusadas de terem ligações com o crime.
Do total, 18 já foram condenados, incluindo dois supostos chefes da quadrilha --Antônio Jussivan dos Santos, o Alemão, que está preso, e Moisés Teixeira da Silva, que está foragido. O terceiro suposto líder do roubo, Luiz Fernando Ribeiro, morreu após ter sido seqüestrado.
Foi o maior furto a banco do país --os assaltantes levaram R$ 164,8
milhões do BC. Nesse período, a polícia recuperou R$
20 milhões em dinheiro e cerca de R$ 40 milhões em bens e imóveis.
Segundo o delegado Antonio Celso, delegado responsável pelas investigações,
grande parte do dinheiro foi usada no tráfico de drogas, na compra
de armas e no financiamento de novos roubos.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou proposta torna obrigatória a licença-maternidade de seis meses. A matéria ainda precisa de aprovação do plenário do Senado e da Câmara para virar lei.
Já existe uma lei em vigor tratando do assunto. Mas, o texto permite que o empregador opte pela ampliação do prazo de quatro para seis meses. Para isso, terá incentivo fiscal. Essa proposta aprovada hoje, torna obrigatória a adoção do novo limite.
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