Jornal O Norte

João Pessoa, Quinta-Feira, 28 de Agosto de 2008

Construtor


Capuche inaugura maior central de vendas da PB

INOVAÇÃO Espaço também vai ser utilizado para a realização de eventos culturais

Lucilene Meirreles
lucilene@jornalonorte.com.br

O Grupo Capuche inaugurou quinta-feira o Espaço Capuche, maior central de vendas da Paraíba. Mas, engana-se quem pensa que o local será apenas uma área destinada a negócios. A intenção de seus idealizadores vai muito além disso. Enquanto os clientes chegam para conhecer os empreendimentos do grupo, as crianças terão espaço para brincar no Kids Club. E para quem gosta de eventos culturais, o objetivo é utilizar o espaço também para a realização de mostras de arte, transformando o local em um espaço literalmente vivo.

Central de vendas, auditório para a realização de oficinas e palestras; escritórios, ambiente para recreação, campo de futebol, viveiro de animais, praça arborizada, vários painéis com imagens de empreendimentos do grupo e uma maquete do principal lançamento da empresa: o Residencial Renascença, com dois apartamentos decorados abertos à visitação. Tudo isso faz parte do Espaço Capuche, localizado no km 21 da BR 230, em Água Fria. Para tornar o Espaço Capuche em realidade, foi feito um investimento superior a R$ 1,5 milhão. A obra ocupa uma área de 24 mil metros², sendo 700 metros² de área construída.

O gerente operacional do Grupo Capuche Martônio Medeiros lembrou que este é um conceito diferente, com o objetivo de vender, mas também de transformar o Espaço em uma referência dentro da cidade, inclusive, com espaço para o lançamento de livros, mostras de artesanato e cursos de culinária. Consolidada a presença da marca Capuche no mercado paraibano, a meta agora é investir no lançamento de condomínios verticais. A melhor notícia, no entanto, é que o grupo pretende atingir a todas as classes, facilitando a aquisição da casa própria.

De acordo com Medeiros, a expectativa é que sejam investidos R$ 300 milhões em lançamentos na Paraíba só em 2008. Entre eles, o Residencial Cidade Feliz, no município de Santa Rita. Para este empreendimento, já existe uma área que comporta mais de 3 mil casas, em um condomínio fechado. "O local pede segurança. Por isso, a idéia é construir um condomínio horizontal seguro", disse. O lançamento deverá acontecer dentro de 30 dias. As casas terão 58 metros² e o custo será de R$48 mil, com financiamento próprio em até 300 meses.

O Grupo Empresarial Capuche está entre as dez maiores construtoras e incorporadoras do país e é um dos líderes do setor no Nordeste. Com 14 anos de atuação, a empresa vendeu mais de 2,5 mil imóveis em 2007 e planeja triplicar suas vendas este ano. Já o novo projeto imobiliário do grupo, o Residencial Renascença, será construído no coração dos Bancários. Os apartamentos possuem 2 ou 3 dormitórios, suíte, varanda, sala de estar e sala de jantar. Na primeira fase, o empreendimento terá quatro torres de 25 andares (Siena, Florença, Milão e Veneza).

Na Paraíba, o Grupo Capuche atua desde 2006 com a construção do condomínio horizontal Cidade dos Bosques Cabo Branco, no Altiplano. A primeira etapa será entregue no final do ano e os lotes já valorizaram cerca de 40% neste período, segundo Martônio Medeiros.

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Construção Civil gera mais de 35 mil empregos em julho no Brasil

No mês passado, de acordo com dados do Caged, foram gerados 203.218 postos formais de trabalho em todo o País

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revela que em julho foram gerados 203.218 postos de trabalho no país. Esse número corresponde a um crescimento de 0,67% em relação ao estoque de emprego de junho/2008, 60% superior ao número de empregos gerados em julho de 2007 (126.992 postos).

Nos primeiros sete meses do ano, o estoque de empregos formais aumentou em 5,4%, representando o incremento de 1.564.606 postos de trabalho, o maior saldo registrado nesse período em todos os anos da série do Caged, situando-se 27% acima do recorde anterior verificado em 2004 (1.236.689 postos ou 5,30%).

Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu 6,86% ou 1.959.503 postos, resultado que se revelou mais favorável que o ocorrido no mesmo período de 2007 (4,99%, ou 1.373.026 empregos formais). Entre 2003 e 2008 foram gerados 7.833.374 postos formais de trabalho.

O estoque de brasileiros com carteira assinada até julho de 2008 é de 30.530.796. Os setores que mais colaboraram no resultado atingido foram: Serviços, Agropecuária, Indústria de Transformação e Construção Civil. A Construção Civil continua apresentando desempenho recorde.

Em julho, com a criação de 35.078 postos de trabalho (2,03%) superou em 85,63% o saldo verificado no mês de julho de 2007 (18.896 postos ou 1,30%) e em 42,36% o recorde anterior para o mês, ocorrido em 2006 24.640 postos ou 1,83%).

Fonte: MTE.

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CONSTRUÇÃO CIVIL - O homem é a medida

"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são"

Irenaldo Quintans, Presidente do SINDUSCON/JP - e-mail: iquintans@uol.com.br

Em linhas gerais, são tidas como exatas aquelas ciências cujos currículos estão pautados pela matemática e pela física. Veja-se o caso emblemático das engenharias, inclusa a gama de possibilidades que oferece esse magnífico curso. Não sei hoje, mas no tempo em que penei no centro de tecnologia da Federal, suado, montanhas de papel debaixo do braço, pagavam-se, em qualquer das engenharias, cinco ou seis disciplinas de cálculo, algumas das quais com elevadíssimo nível de abstração. Isso sem contar as quatro ou cinco cavernosas de física. Matérias bonitas, é verdade; transformavam nebulosas em dia claro. Mas que exigiam grande sacrifício, disso não há a menor dúvida.

Tanto vale essa divisão, que os "campi" universitários, grosso modo, têm departamentos de exatas, de humanas e da saúde. Contudo, tal segmentação o que tem de discutível tem de recente, penso eu. Salvo engano, é pós-Descartes, o ilustrado autor do extraordinário Discurso do Método e precursor, de certo modo, do que se poderia chamar de especialização científica. Algo que, hoje, para o bem e para o mal, vemos prosperar em todos os campos.

Nos primórdios, essa questão era deveras controversa. Para os pré-socráticos, não se concebia um filósofo que não fosse, também, matemático. Os pitagóricos, a escola que melhor representou essa tendência, dedicavam-se com igual fervor a uma e a outra, valendo-se de cálculos complexos para comprovar pequenezas humanas. Pitágoras, seu mentor, era exímio matemático, além de ousado pensador. A partir da exatidão numérica, enveredou sobre quase tudo, com especial ênfase na música, cujas escalas são devidas a esse visionário e seus discípulos. Avicena, legendário médico persa da Idade Média, era apaixonado pela medicina tanto quanto o era pelos jogos de raciocínio.

Com essa luz, vejamos, pois, o que ocorre na economia, tanto em termos de ciência exata como no que se refere à subjetividade dos atores. O que sai diariamente na imprensa escrita, falada e televisada são números, números e mais números, projeções as mais precisas, expressas, no entanto, em algarismos, porcentagens e cifrões.

Não estou desprezando as cifras. Não é nada disso. Evidente que elas têm sua serventia, muito eloqüente, por sinal. Na maioria dos casos, delineiam um evento já ocorrido, mais para consumado do que para qualquer outra coisa. São insubstituíveis para mensurar dada situação, exibindo seus efeitos e causas com a clareza cartesiana (estão vendo que o homem foi René Descartes mesmo?) que somente aos números é dado refletir.

Assim, na qualidade de empresário, e necessitado, como tal, de fazer minhas projeções comerciais nestes dias em que correm soltos os boatos sobre crise internacional, preços de petróleo e commodities, inflação e bolsa, preocupa-me o estado de espírito das pessoas. Qual a expectativa das famílias? Qual o ânimo dos indivíduos, dos empresários? E dos governos, essas caixas pretas? Faz-se idéia da propensão dos agentes internacionais? O sentimento de todos em relação ao Brasil e deste em relação a todos? São variáveis expressas em quê? Como prevê-las, exercer sobre elas algum tipo de controle?
Talvez, podem dizer alguns, a estatística ajude a resolver esse conflito, transformando em cenários inteligíveis o que é mostrado pelos números. Todavia, em qualquer hipótese, permanece o enigma: à elevação de determinada taxa, como a de juros, por exemplo, seguir-se-á retração no consumo, como prevêem as relações algébricas? Ou será que haverá uma indesejável contenção no investimento, capaz de gerar um problema ainda maior? De quem depende a decisão? O consumidor, acuado, deixará de comprar ou comprará convulsivamente fugindo de dias piores? O empresário tomará emprestados recursos para ampliar a produção ou temerá o preço do dinheiro?

Muita pergunta sem resposta... E eu não vou contribuir. Pelo contrário, deixo-o encafifado hoje, caro leitor, reproduzindo uma frase igualmente enigmática, cunhada quatrocentos anos pré-Cristo, pelo grego Protágoras: "O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são".

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Inflação da construção civil volta a recuar em julho segundo IBGE

Alta acumulada este ano atinge 6,63% e é superior à variação registrada no mesmo período de 2007, quando ficou em 3,58%

A inflação da construção civil voltou a recuar em julho, ficando em 1,03% no mês, ante uma taxa de 1,24% no mês anterior, segundo dados no dia 5 deste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde janeiro, a alta acumulada é de 6,36%, superior à variação registrada no mesmo período do ano passado, quando ficou em 3,58%.

Segundo os dados do IBGE, o estado mais caro para construir é Roraima. O custo do metro quadrado no estado é de R$ 732,40. No ranking dos estados, em seguida aparecem o Rio de Janeiro - o metro quadrado sai por R$ 721,00 - e São Paulo (R$ 715,37). Já o custo mais barato é o do Rio Grande do Norte, R$ 560,07.

Na média nacional, o custo por metro quadrado passou dos R$ 637,69 do mês anterior (junho) para R$ 644,23 em julho. Desse valor, R$ 369,04 se referem a despesas com materiais e R$ 275,19, com mão-de-obra.

Entre as regiões, o maior custo por metro quadrado foi registrado na região Sudeste, de R$ 684,45. Em seguida, estão a região Sul (R$ 640,05), Norte (R$ 631,36), Centro-Oeste (R$ 619,64 ) e Nordeste (R$ 598,66).

Comparações

A taxa acumulada pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) em 12 meses (8,92%) também é maior que os 8,26% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Na comparação com os primeiros sete meses de 2007, tanto os custos com materiais quanto com mão-de-obra tiveram alta superior este ano. No ano, os materiais subiram 6,13%, acima da taxa de 2,49% registrada em igual período de 2007. Mão-de-obra teve alta de 6,67% contra 5,07% em 2007.

Nos últimos 12 meses, o acumulado dos materiais atingiu 8,98% e ficou acima da variação dos 12 meses imediatamente anteriores (7,87%), assim como a mão-de-obra, cuja alta de 8,84% superou a relativa aos 12 meses anteriores (8,78%).

Na passagem de junho para julho a região norte registrou a maior elevação no custo da construção civil, de 2,10%, puxada pelos reajustes salariais. A região Centro-Oeste veio em seguida, com alta de 2,02%, pressionada pela taxa de Mato Grosso, também devido aos reajustes nos salários. O índice da região Sul variou 0,92%, enquanto Nordeste e Sudeste tiveram variações iguais (0,79%).

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Encerrada 1ª etapa de vendas do Engenho Rio Paraíba, Golfe e Clube

Condomínio contará com 100 itens de lazer, com várias opções para quem gosta de cavalos; crianças também terão uma área especial

O Engenho Rio Paraíba, Golfe e Clube encerrou no dia 16 deste mês a primeira etapa de suas vendas com o Fest Rio, um grande programa rural com shows de Ala Ursa e Tuaregs, entre passeios de cavalos, charretes, pôneis, churrasco, feijoada e diversas atrações. O evento foi um sucesso e contou com a presença de empresários, corretores de imóveis e interessados em investir no empreendimento.

A apenas 20 minutos de João Pessoa, localizado em São Miguel de Taipu, às margens da BR-230 - km 64, o Engenho Rio Paraíba se consagra como o maior sucesso de vendas do Estado, com mais de 300 unidades comercializadas.

O condomínio contará com 100 itens de lazer, entre eles, opções para quem tem paixão por cavalos - clube hípico, pista para equitação, baias, redondel e escritório veterinário - equipamentos de primeira qualidade para a prática de hipismo e equitação, além de todo material necessário para cuidar da saúde dos animais.

Para as crianças, o condomínio também reserva diversas opções de entretenimento. Playground, kid's club, fazendinha, fraldário, área com piso emborrachado para bebês, pista de trânsito para velocípedes e bicicletas, casa na árvore, cama elástica e pista de skate. O Engenho Rio Paraíba foi projetado para inspirar uma infância com total liberdade e segurança.

Os amantes dos esportes ou mesmo quem quer apostar num estilo de vida mais saudável, o condomínio oferecerá sala de musculação e aeróbica, tatame, parede de escalada, tirolesa, pista para cooper, quadras de vôlei de praia, hidroginástica, sala de massagem e quadra de tênis, além de um campo de golfe.

O condomínio ainda conta com mini-engenho, vinte tipos de árvores frutíferas, lago envolvido por pérgolas de sombreamento, praça com coreto, pomar, viveiro para mudas de plantas ornamentais, jardim japonês, plantação de cana-de-açúcar e área para piquenique.

Ideal para quem gosta do campo, mas não abre mão da vivência na cidade, o Engenho Rio Paraíba deverá ser entregue em 36 meses, e suas vendas continuam a todo vapor - facilitadas em 100 meses - através da Teixeira de Carvalho e Execut.

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