Jornal O Norte

João Pessoa, Quinta-Feira, 28 de Agosto de 2008

Brasília DF


Guerra das estrelas

Enquanto Marta Suplicy castiga seus tailleurs de grife em busca de votos em São Paulo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, trabalha para conquistar exatamente aquela parcela dos políticos que está longe da política paulistana e, por isso, mais inclinada a apostar as fichas de 2010 em alguém que não esteja diretamente relacionado ao PT paulista. A ministra recebeu a governadora do Rio Grande do Norte, Vilma de Faria; o presidente do Senado, Garibaldi Alves; e o líder da bancada na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Todos saíram encantados com a sensibilidade política de Dilma e seu interesse em ajudar a resolver os problemas do estado.

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A turma do Rio Grande do Norte, que deixou o Planalto com a garantia de um investimento de R$ 500 milhões em uma refinaria e uma usina térmica de gás acertadas com a Petrobras, não foi a primeira a se desmanchar em sorrisos com a nova Dilma. Todos os que visitam a ministra têm certeza de que ela está cada vez com mais jogo de cintura. Vai ver que foi o bambolê recebido de presente tempos atrás do PMDB.

Só que…

Os petistas acham que a única forma de estabelecer uma disputa dentro do PT pela candidatura de 2010 é se Marta Suplicy vencer a eleição paulistana.

Carreira solo

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrieli, e o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrela, passaram o dia no Palácio do Planalto numa série de encontros. Nem todos tiveram a participação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Pimenta nos olhos…

Secretário-geral do PSB, o senador Renato Casagrande faz cara de paisagem para o fato de o PT cearense ter proibido o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de aparecer no programa eleitoral da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) à Prefeitura de Fortaleza. "Ciro não tem nada que ficar nervoso. O mínimo que se pode exigir das pessoas é fidelidade aos seus partidos", diz ele. Na capital do Ceará, o PSB apóia Luizianne Lins.

Estresse ambiental I

Os deputados Sarney Filho (PV-MA) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) defendem a inclusão na pauta do projeto que transforma o cerrado e a caatinga em patrimônio nacional. O tema é polêmico porque a turma do agronegócio não quer saber de ceder e tem em campo os deputados Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Tadeu Fillippeli (PMDB-DF) trabalhando em nome de seus partidos.

Estresse ambiental II

Sarney Filho rebate: "Se a Amazônia, o pantanal e a Mata Atlântica já são patrimônios nacionais, por que o cerrado e a caatinga têm que ficar fora?" Vai sobrar para o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia arbitrar essa briga.

Aulinha básica I

Finalmente, um parlamentar revela o verdadeiro sentido de se fazer uma Comissão Parlamentar de Inquérito para tratar das escutas telefônicas. "Aprendi tudo sobre grampo", contou o deputado Carlos William, que dá a receita de como saber se o seu telefone está grampeado por número serial. Basta digitar: *#06* . "Se aparecer mais de 15 números, é sinal que seu telefone está sendo monitorado."

Aulinha básica II

William alerta, porém, que esse procedimento não funciona com todos os modelos de celulares. Hoje, ele vai querer saber outras formas de identificar grampos. É que a CPI da Escuta Telefônica irá ouvir o depoimento de Avner Shemesh, proprietário da Agência de Investigação Online Security, sistemas de Segurança.

O segredo do sucesso

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) desvenda o mistério que permitiu a aprovação unânime do nome de Arthur Badin para o Cade na comissão de Assuntos Econômicos do Senado: "Humildade". Badin, um técnico experiente, gastou muita sola de sapato se apresentando às excelências de forma humilde, mas altiva e segura. O mesmo fez Luiz Pagot do Dnit. Bem, os próximos indicados para cargos públicos que precisam passar pelo Senado já sabem o ingrediente que não pode faltar no discurso de apresentação.

A seca castiga a todos

Prestes a tirar uma licença, o senador Fernando Collor (PTB-AL) voltará ao hospital Sírio Libanês para uma radiografia dos seios da face. Pegou uma sinusite daquelas em função do tempo seco de Brasília. Assim que ficar bom, vai cuidar da campanha do partido no estado.

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