O poeta Vanildo Brito faleceu na segunda-feira, em João Pessoa. O corpo foi velado ontem na Central de Velórios São João Batista, e sepultado por volta das 16h no Cemitério Nosso Senhor da Boa Sentença.
Nascido na cidade de Monteiro, pródiga por revelar poetas e compositores, Vanildo Brito conseguiu uma coisa rara no universo de vaidades que é a literatura: a unanimidade. De todos os escritores e críticos literários ouvidos pelo caderno Show, sobre sua obra, nenhum sequer titubeou ao elegê-lo como um dos mais importantes poetas da Paraíba em todos os tempos e uma das suas maiores inteligências. Sua última obra, "Poesia Selecta" (editado pela Linha D'Água) foi lançada no final do ano passado, mas outro livro que todos os nossos entrevistados fizeram questão de destacar foi "A Construção dos Mitos", curiosamente o que marcou a sua estréia.
O também poeta Políbio Alves considera que Vanildo Brito "foi uma das vozes mais resistentes da lírica poética brasileira na Paraíba". Alves foi mais longe Vanildo era ímpar, principalmente porque resistiu aos modismos, aos modernismos e outras coisas mais, sem, no entanto fechar-se ao novo. Passava isso apenas em sua forma de escrever, mas não era um homem de visão preconceituosa em relação aos novos movimentos".
Já o crítico literário Hildeberto Barbosa Filho detecta em Vanildo Brito "a obra poética mais referencial e sólida de uma possível tradição nas letras paraibanas". Segundo Barbosa foi ele "o poeta que melhor dialogou com a poesia nova sem que com isso seu estilo clássico fosse abalado". O crítico ainda revela sua admiração pela maneira como Vanildo seguiu célere "sem se deixar seduzir pelas estrondosas vozes dos modernistas".
"Vanildo Brito era um intelectual marcante para a história da literatura paraibana. Integrou a Geração 59 e tem uma poesia de gosto clássico para a época", afirma a escritora e crítica literária Ângela Bezerra de Castro, autora do prefácio do livro "A Construção dos Mitos", lançado em 1982. Ângela acrescenta que "e nunca aderiu ao Modernismo, manteve a posição de uma poesia filosófica. Distende um pouco a forma de poesia, mas sempre muito preso à técnica do verso, que ele conhece muito bem. Tanto que o último trabalho de versos latinos, que ele faz com toda maestria, transforma o ritmo latino e só um grande conhecedor de versos poderia fazê-lo", afirma a escritora.
Sérgio de Castro Pinto, autor de livros como "Domicílio em Trânsito" entre outros, garante que Vanildo Brito "foi o grande mentor da Geração 59 e quando editou o Correio das Artes, de A União, chegou a mudar seu nome para A União nas Letras e Artes. Era um homem de uma cultura muito grande e mesmo sendo um poeta de formação clássica não chegava a ser ranzinza com outras escolas literárias".
"Tínhamos nele uma espécie de Guru", decreta Castro Pinto, que também cita "A Construção dos Mitos" como a obra através da qual Vanildo deverá ser sempre lembrado. "Muito embora eu gostasse de tudo que ele escrevia, creio que logo na sua estréia ele soube aguardar o momento certo e colocar aos leitores uma obra consistente, que soa atualíssima até hoje, e que soará sempre certamente", conclui o autor de "Zôo Imaginário".
Ângela Bezerra lembra que conheceu Vanildo Brito ainda jovem e passou a admira-lo pela cultura sem a empáfia que é usual nos tempos atuais. "Era um amigo que conheci quando tinha 13 anos de idade e ele já cursava a faculdade de direito. Aprendi a admira-lo pela pessoa que era e pela abundante cultura que carregava consigo". A equipe deste caderno conseguiu ouvir algumas palavras sobre Vanildo ate mesmo de um autor que se encontrava concorrendo a uma vaga na Academia Paraibana de Letras, ontem, que é José Nêumane Pinto. "Não é incomodo algum parar de fazer o que seja para falar de um poeta da estatura de Vanildo Brito", exclamou. "Vanildo era um poeta da mais alta constelação da poesia brasileira. Se destacava também pela cultura que tinha e pela paixão pela poesia greco-romana. Vejo nele e em Jomar Morais Souto os dois poetas que melhor representam a riqueza poética que a Paraíba sempre teve", afirmou Nêumane, já eleito para a cadeira 1 da Academia Paraibana de Letras, em eleição realizada ontem.
"Eu tinha horror quando via na época que a literatura brasileira só registrava poesias de autores do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O resto do Brasil era ignorado, então o movimento da geração de 59 era uma espécie de Novo Nego. Um nego literário. Um nego aquela homogeneização. Só eram conhecidos os escritores do Rio de Janeiro ou quem fosse para lá. Foi o caso de Augusto dos Anjos, em que o Eu foi publicado no Rio de Janeiro, de José Lins do Rego e José Américo, que antes de ingressar na vida literária já era um homem político. E com a revolução de 1930, quando ele exerceu o cargo de ministro do governo de Getúlio Vargas, porque estava no Rio de Janeiro, estava no centro do poder. Eu discutia muito isso com o Mauro Motta e com Carlos Pena Filho, que eram de Pernambuco. E eles achavam que eu tinha razão. Tanto assim que hoje eu me sinto feliz. Porque eu observo que se publica em Pernambuco História da Literatura Pernambucana.
O Hildeberto publicou há pouco tempo a História da Poesia Paraibana, quer dizer, no Rio Grande do Norte se faz igual coisa. Cada estado cuida de sua própria literatura. Futuramente essa história vai se agregar numa real história da literatura brasileira e não apenas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais como estava sendo" (Vanildo Brito em entrevista a repórter de O Norte, Adriana Crisanto, no ano de 2004).
inícioDepois do estrondoso sucesso com a apresentação da cantora mineira (radicada em Recife) Irah Caldeira o programa "Cantos & Contos" realiza mais um show de gravação nesta quarta-feira (23) na sede do Sindicato dos Bancários, na Av. Beira Rio, em Tambauzinho, a partir das 20h. Não é cobrado ingresso e o público pode se acomodar nas mesas para se deleitar com estrelas - algumas injustamente pouco conhecidas - da mais pura cultura nordestina. A apresentação do programa é da dupla Os Nonatos e a produção traz a assinatura de Celso Soares. "Cantos & Contos" vai ao ar todos os sábados às 10h30 pela TV Band/O Norte (Canal 10).
Entre as atrações de hoje o poeta paraibano Chico Pedrosa, que reside em Pernambuco há vários anos, é um dos destaques. Para quem não o conhece, basta dizer que é uma das referências (e influências) maiores do declamador Jessier Quirino, que aliás cuidou da edição do livro mais recente de Pedrosa. Transitando entre o lirismo e o humor, Chico Pedrosa tem vários livros e CDs lançados, e faz um enorme sucesso por onde quer que se apresente.
O grupo Vozes do Campo vem de Pernambuco, e toca forró e outros ritmos musicais nordestinos. Lançando seus primeiros CD e DVD eles chegam a João Pessoa para mostrar a riqueza poético-musical que difundem em seus shows. Formado por Fernando (vocal), Renatinho (sanfona), Janielton (violão), Bajado (zabumba), Rodrigo (contrabaixo), Júnior (percussão) e Moisés (triângulo) o VC garante que vai honrar a tradição musical de Pernambuco e deleitar a platéia.
A terceira atração é o Trio Feira de Mangaio cujo nome é uma clara homenagem ao mestre Sivuca, autor do forró que escolheram para batizar o grupo. Formado por Leto (sanfona), Heraldo de Monteiro (zabumba) e Jorginho (triângulo) o grupo existe há dois anos e já conseguiu conquistar bastantes admiradores. Mas, em que pese ser a música uma manifestação artística mais popular que a poesia, a estrela da noite de hoje no "Cantos & Contos" é mesmo o poeta Chico Pedrosa, um verdadeiro gênio da escrita e da declamação. (Ricardo Anísio)
As gravações do programa “Cantos & Contos” reúne sempre um grande número de espectadores, todos amantes da verdadeira cultura popular nordestina. O evento já faz parte do calendário cultural da capital paraibana.
inícioQuem nunca ouviu o xote "Sala de Reboco" na voz de Luiz Gonzaga? Uma quase totalidade dos leitores deve afirmar que conhecem a célebre composição, mas provavelmente uma grande maioria deve desconhecer que a obra tem um parceiro paraibano e que esse parceiro se chama José Marcolino, que assinou outras parcerias com o Rei do Baião e também escreveu muitas músicas bonitas
ndividualmente. Pois bem, Bira Marcolino, filho de Zé Marcolino está lançando CD novo, "Forró Pé de Serra ao Vivo", uma produção independente e arrojada. Dez das faixas do disco de Bira trazem a assinatura paterna e prestam um tributo a um dos gênios nordestinos tão pouco lembrado. Aliás, o jornalista José Euflávio, de O NORTE, está escrevendo a biografia do autor de "Cacimba Nova", obra que certamente reparará um pouco essa lacuna.
"Eu não me escoro na sombra do meu pai, tenho meu próprio trabalho autoral, mas acho que se comete uma injustiça muito grande com a memória musical dele", disse Bira Marcolino em entrevista ao caderno Show sem resquícios de mágoa. "Não gosto dessa palavra, mágoa é um sentimento danoso, eu apenas gostaria de ver a obra e o nome de José Marcolino no lugar que lhe é de direito", pondera Bira.
E uma das características mais importantes do CD que Bira Marcolino está divulgando é mostrar ao público a inspiração do pai José distante da sombra gigantesca de Luiz Gonzaga. "Para falar a verdade das parcerias com Gonzaga eu só gravei nesse novo disco a toada 'Serrote Agudo' porque acho uma das páginas mais bonitas da música brasileira. No mais procurei mostrar a produção individual do meu pai".
O CD de Bira Marcolino, embora feito mais como 'cartão de visitas' para os festejos juninos, merece a atenção dos amantes do forró. "Minha música não tem maquiagem, pelo contrário, tem cheiro de chão. Eu não sofistico demais as minhas letras e nem invento nada demais nas melodias, mas tenho certeza de que toco o coração de quem ouvir", explica o compositor e cantor que assina "Vem Cuidar de Mim", "Sia Feliça" (esta em parceria com a irmã Fátima Marcolino) e "Jeito Cativo" neste seu novo rebento fonográfico.
Do pai, o saudoso José Marcolino, ele incluiu entre outras canções belíssimas "Quero Chá", "Cacimba Nova", "Santo Fingido" e "Convite ao Baião". Mas com o diz o próprio Bira "era impossível não registrar algumas célebres parcerias de meu pai com o rei Luiz Gonzaga". Uma delas, "Fogo sem Fuzil", sequer chegou a ser das mais conhecidas. Outras, como "Sala de Reboco", se transformaram em hino populares dos festejos juninos. "È uma pena que a música regional do Nordeste só seja mais percebida quando chegam as festas de junho. Tocar e ouvir forró, baião, xote, coco etc, devia ser um costume do ano todo e de todo ano", desabafa Bira Marcolino.]
O fato do jornalista José Euflávio, de O NORTE, está trabalhando em uma biografia de José Marcolino, deixa Bira muito feliz. "É importante que um jornalista como ele, de reconhecido gabarito, conte a história do meu pai, o homem e o artista, e desta forma repare essa lacuna que é um fato". Mas, volta a insistir, Bira Marcolino, "não existe esse negócio de mágoa, apenas como filho eu sinto que pelo que José Marcolino fez pela nossa música ele merece muito mais lembranças".
Já com relação ao CD tributo "Pedra de Amolar" (com músicas inéditas de Zé Marcolino) produzido pela compositora Socorro Lira e com participações de Flávio José, Marinês, Vital Farias e Sivuca entre outros, Bira tem suas restrições. "Ela fez o disco de forma artesanal e acabou que não teve a repercussão merecida. O projeto gráfico é pobre e hoje ninguém sabe onde adquiri-lo. Ela fez o disco e mais nada. Como se isso bastasse", reclama.
Quem se interessar em adquirir o CD de Bira Marcolino deve manter contato através dos celulares do artista (87) 9952-6724 ou (87) 9635-0721.
inícioO jornalista e escritor José Nêumanne Pinto foi eleito no final da manhã de ontem o novo imortal da Academia Paraibana de Letras (APL). Do total de 32 votantes, ele teve 29 votos contra apenas 3 sufragados em nome de seu oponente, Pedro Sabino de Farias Neto. Nêumanne vai ocupar a cadeira de número 1, cujo patrono é Augusto dos Anjos, declarada vaga após a morte do dramaturgo e folclorista Altimar Pimentel.
Em entrevista exclusiva por telefone diretamente da Casa de Coriolano de Medeiros, logo após a apuração dos votos, Nêumanne expressou muita alegria pela vitória. O escritor afirmou que um de seus ideais de vida é voltar à Paraíba. "E a Academia Paraibana de Letras é o pretexto maior para a minha volta. O meu destino é de retirante, que mantém sempre um olho na chuva na esperança de voltar ao seu roçado", comparou.
Nêumanne citou José Américo de Almeida, que considera o seu herói paraibano, lembrando a frase célebre do autor de "A Bagaceira": "Na volta ninguém se perde". O escritor disse ainda que se sente honrado, feliz, orgulhoso e agradecido por conseguir figurar no seleto rol de acadêmicos da APL. "Quero também parabenizar os acadêmicos pelo comportamento ético que tiveram no pleito, e ressaltar que não vencedores nem vencidos. Todos saíram vitoriosos", ressaltou.
José Nêumanne Pinto nasceu a 18 de maio de 1951, em Uiraúna, Paraíba. Exerceu diversos cargos em jornais como Diário da Borborema, de Campina Grande (PB), onde iniciou carreira como repórter, Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil e O Estado de S. Paulo. É escritor, poeta, jornalista, radialista e comentarista de política na televisão. É casado, tem três filhos e um neto.
Nêumanne se tornou conhecido pela crítica aos costumes políticos nacionais no periódico paulista Jornal da Tarde, e nos comentários que apresenta diariamente na Rádio Jovem Pan e nas duas edições do Jornal do SBT. Além de "O silêncio do delator", seu romance mais recente, é autor dos livros "As tábuas do sol", "Barcelona, Borborema", "Solos do silêncio", "Veneno na veia", "Atrás do palanque", "A República na lama, "Reféns do passado" e "Erundina, a mulher que veio com a chuva".
Em outubro do ano passado, Nêumanne recebeu da Assembléia Legislativa da Paraíba a Medalha do Mérito Literário José Lins do Rego. A proposição foi do deputado estadual Fabiano Lucena, autor do Projeto de Resolução que criou a distinção. Foi o primeiro escritor a receber a medalha.
O seu romance "O silêncio do delator" (A Girafa Editora) recebeu o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes, da Academia Brasileira de Letras, de melhor livro de 2004. O romance também figurou entre os 14 finalistas do prêmio de melhor livro de 2003/2004 da Jornada Literária de Passo Fundo (RS) e também foi relacionado entre os dez finalistas do Prêmio Literário da Portugal Telecom, de 2005.
Em 1975, Nêumanne recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Econômico (com Maria Inês Caravaggi), pela série "Perfil do Operário Brasileiro Hoje", no Jornal do Brasil. No mesmo ano, ganhou o Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva (com Paulo Mattiussi), pela reportagem "Éder Jofre e o Boxe Brasileiro", também no JB. Em 2005 foi agraciado na Paraíba com o Prêmio Personalidade TV Tambaú. Em 2007, versos de seu livro "Barcelona, Borborema" foram musicados pelo compositor Gustavo Magno e lançados em CD.
O acadêmico Marcos Vilaça, ao comentar "O Silêncio do Delator", comentou que o jornalismo facilitou a José Nêumanne conhecer o homem e isto facilitou-lhe a arte no romance. "Ele transferiu o datado para o transtemporal. Sua intolerância à tirania tem simetria com o que falou Roberto Romano sobre O silêncio do delator, ao alegar que os tiranos odeiam o riso pois o riso é estranho e intolerável", ressaltou.
Já o crítico Wilson Martins diz que "O Silêncio do Delator" "inovou o romance contemporâneo tanto na temática quanto nas técnicas narrativas". E completa: "José Nêumanne assume o seu lugar entre os mestres do romance contemporâneo".
inícioA Paraíba (e o Brasil como um todo) desenvolveu bastante o atendimento a pessoas idosas ou portadores de necessidades especiais. Não é raro o atendimento preferencial em bancos, lotéricas e similares. Outro ponto positivo é a preocupação de supermercados, shoppings e algumas lojas com as vagas especiais para uso exclusivo de idosos, gestantes, deficientes.
Mas, infelizmente, apesar da boa vontade de dirigentes e da previsão legal, as vagas para idosos e deficientes não estão sendo respeitadas. É muito comum, em nossa cidade, pessoa jovem ou senhora de meia idade, ocuparem as vagas reservadas em estacionamentos.
Outro dia fui estacionar o veículo no maior shopping da cidade, quando fiz algumas observações: primeiro, chegou uma mulher e parou na vaga de idoso. Ela não parecia grávida, muito menos com alguma dificuldade de locomoção. Mais alguns minutos e chega a dona do outro carro, que já estava estacionado na outra vaga de idoso. Ela também parecia bem saudável. Fui perguntar porque ela tinha parado na vaga de idoso e ela disse que como não tinha nenhum idoso, ela parou! Dá para acreditar?
Um amigo me contou que ficou durante uns quarenta minutos no estacionamento de um grande supermercado e presenciou quando pararam cinco carros na vaga de idosos e só um parecia acima dos 60 anos. Os outros, ou melhor, as outras eram mulheres. Nenhuma idosa, nenhuma gestante, nenhuma deficiente.
Em um outro supermercado, a mesma constatação: desta vez o primeiro carro era de um homem de uns 40 anos. Parou e nem olhou para o chão. Chamei o guarda:
- Será que o problema dessas pessoas é que não conseguem
ver as marcas no chão? Estou aqui há pouco tempo e foram oito
carros estacionados nas vagas de idosos. Nenhum idoso!
O guarda retrucou:
- Mas, meu senhor, a gente orienta. O problema é que as pessoas dizem que é só um instantezinho, não demoram.
Outro problema: os banheiros especiais para deficientes não são de uso exclusivo, mas, sim, preferencial. Mas, é muito comum presenciarmos até crianças usando o banheiro destinado a pessoas com deficiência. Se uma pessoa não apresenta nenhuma dificuldade de locomoção não deve usar. Nem que seja bem rapidinho.
Não seria interessante uma campanha para explicar isso às pessoas? A rigor, deveria ser o óbvio, mas, como parece haver dificuldade de compreensão (diríamos melhor, educação) talvez a campanha seja necessária. Principalmente porque as vagas especiais são sempre localizadas em lugares privilegiados. Parece que o motorista fica muito feliz em ter encontrado uma vaga boa que nem nota que seria uma vaga exclusiva. Ou ele está se utilizando da "Lei do Gerson", aquele que quer tirar vantagem em tudo?
Já se melhorou muito com relação às faixas destinadas a pedestres. Por que não melhorarmos também com relação às vagas exclusivas?
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