Até que alguns tolos tentaram, mas nunca conseguiram criar uma rivalidade animosa entre os astros do forró paraibanos e pernambucanos. Na verdade o que sempre houve, e continua havendo, é uma soma de valores com a qual todos têm a ganhar. Uma prova desta interação é o show que acontece sábado (30) no Forró Acioly (Granja Marés, no Bairro das Indústrias) quando estarão no palco o paraibano Flávio José e o pernambucano Nando Cordel, dois dos mais populares astros da música regional nordestina. Para obter informações sobre ingressos e venda de mesas o público pode ligar para os telefones 3242-2676 ou 3242-2554
Flávio José, que recentemente esteve na Europa, afirma que "nós nunca tivemos rivalidade entre nós e também nunca percebi isso por parte do público, porque sempre que me apresento em Pernambuco sou recebido maravilhosamente bem". Na verdade Flávio é quem melhor pode derrubar essa tese de enfrentamento entre os dois Estados porque fez sucesso cantando pernambucanos como Accioly Neto ("Lembrança de um Beijo", "Espumas ao Vento" e "A Natureza das Coisas"), Maciel Melo ("Caboclo Sonhador", "Que Nem Vem-Vem", "A Poeira e a Estrada") e Petrúcio Amorim ("Tareco e Mariola") entre outros.
"As pessoas têm um péssimo hábito de viver rivalizando, mas na verdade nós somos uma nação só e vivemos em plena harmonia, nos ajudando para fortalecer nossa classe", diz o cantor paraibano natural da cidade de Monteiro. Flávio José tem razão quando afirma que algumas pessoas gostam da competição, mas a arte não tem nada a ver com medição de força ou aferição de talento, ela é bastante diferente do esporte.
Nando Cordel é um fã confesso da Paraíba e sempre que pode está por aqui. "Tenho um fã-clube maravilhoso em João Pessoa e em outras cidades do Estado. Não tenho do que me queixar, pelo contrário. Sou tratado com amor pelas platéias paraibanas e retribuo sempre esse carinho". Nando é um dos integrantes do Movimento Paz Pela Paz e em todas as edições da caminhada que se realiza, ele marca presença.
É verdade que por ser um Estado maior e com mais visibilidade nacional Pernambuco tem revelado mais artistas na história recente. Isso se deve também ao trabalho da "Associação dos Forrozeiros Pé de Serra e Ai", dirigida por Tereza Accioly, viúva do compositor Accioly Neto. Com uma estrutura fantástica eles inclusive já têm um programa de rádio diário em uma emissora de Recife e isso faz com que o público se interesse mais pela música legítima do que pelos arremedos que têm surgido de forma assustadora.
A Paraíba ganhou recentemente a sua associação, a "Só Forró-PB", Sociedade dos Forrozeiros da Paraíba presidida pelo músico Badu, mentor e produtor do maravilhoso grupo Clã Brasil. Com isso as coisas tendem a melhorar bastante, uma vez que o músico eleito para presidir a entidade é bastante talentoso e criterioso. "Precisamos de muita união e de que as pessoas compreendam que todo início é delicado mas que vamos conseguir avançar", disse Badu a equipe deste caderno. A "Só Forró - PB" já lançou com um CD demonstrativo com 20 artistas aproximadamente e promoveu o show de lançamento no Centro Histórico de João Pessoa.
Desde os tempos de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga que Paraíba e Pernambuco têm sido um somatório de talento na música nordestina. E como diz Santanna - O Cantador, "são os dois pólos de onde emana uma riqueza cultural sem par na cultura brasileira". Somando forças iremos longe, e poderemos vencer o "forró de plástico", termo usado pelo saudoso Sivuca para denominar a música que não é verdadeira.
O encontro de Flávio José com Nando Cordel promete. Os dois são bambas no forró e o local da apresentação, o Forró Acioly é considerado um dos melhores locais para shows musicais que demandam espaço adequado para um grande número de pessoas. Estacionamento, segurança, quiosque individual são alguns itens oferecidos.
inícioA Mostra Estadual de Teatro e Dança, promovida pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), prossegue hoje com a apresentação de cinco espetáculos, oriundos de João Pessoa e Campina Grande, sendo quatro da Mostra Competitiva e um da Mostra Paralela. O evento acontece no Teatro Santa Roza, e oferece ainda oficinas, workshop e debates.
O espetáculo de dança "Caos", de Alex Oliveira, inicia as apresentações de hoje, às 19h. Neste trabalho os movimentos fortes reverberam através dos, fluindo de questionamentos internos e externos. O público é provocado a responder os questionamentos, junto com cada bailarino.
Em seguida sobe ao palco outro espetáculo de dança, "Enquanto o Tempo Chega", com direção de Denilce Regina. Trata-se de uma coreografia que nasceu da vontade de não perder o que se tem nas mãos. Une o gestual cotidiano a movimentos e passos tradicionais do balé clássico. A partir de três coreografias individuais prontas, criadas para três bailarinas, foram ampliadas com o ingresso de mais quatro bailarinas para descobrirem o mundo de brincar e de amar.
Após a apresentação de "WWW.APPLDSH.COM.BR", de Vladimir Santiago, na Mostra Paralela, mais duas peças teatrais prosseguem a competição: "Homo Erectus", de Flávio Guilherme, às 20h30, e "O Dia em Que a Morte Bateu as Botas", de Edílson Alves, às 21h40.
"Homos Erectus" é precursor de um tipo raro de teatro (o seriado), onde cada apresentação necessita de um novo texto. Desta vez a platéia irá conferir "Bicha Solteira Procura". Além das tiradas de humor, o ponto forte do espetáculo tem sido uma sátira ao comportamento social e ao drama da sexualidade humana. Trabalha com temas fortes e polêmicos, como religiosidade e direitos humanos, preconceito e identidade sexual.
Já "O Dia em Que a Morte Bateu as Botas" narra o curioso encontro de um suicida com a morte, no dia marcado por ele para seu pretenso falecimento. Apesar do conteúdo denso, provocante, reflexivo é cheio de bom humor. É relatado de um modo surpreendente, através de um texto poético e sofisticado, além de rimado.
Em WWW.APPLDSH. COM.BR, tenta-se teorizar sobre o que seria esta manifestação hormonal, filosófica e até teatral, chamada o amor. A personagem faz essa busca dentro do universo de um mendigo que mora no tempo, é alcoólatra e devastado por um sentimento, até reencontrar um anjo protetor que seria sua redenção.
Os ingressos para a Mostra Estadual de Teatro e Dança custam apenas R$ 2. Mais informações pelos telefones 3211-6250 e 3218-4386.
inícioA Caixa Econômica Federal já está disponibilizando, no endereço eletrônico www.caixa.gov.br/caixacultural, regulamento para seleção e patrocínio de festivais de teatro e dança. Os interessados devem enviar as propostas via Correio até 26 de setembro.
Os festivais serão selecionados para ocorrer de janeiro a dezembro de 2009, em todo território nacional. A Caixa vai destinar R$ 2 milhões para os projetos de teatro e R$ 900 mil para os de dança. As dúvidas sobre a seleção devem ser encaminhadas eletronicamente, por meio do site. O resultado será publicado no site da Caixa até o final de outubro.
O artesanato nacional ganha novo fomento na Caixa com o Programa Caixa de Apoio ao Artesanato Brasileiro. Também já está disponível no site www.caixa.gov.br/caixacultural o regulamento da seleção pública de projetos. As inscrições podem ser enviadas via Correios até 24 de outubro. O resultado será publicado no site do banco, até o final de novembro.
O patrocínio concedido pelo Programa Caixa de Apoio ao Artesanato Brasileiro contemplará as várias etapas do processo produtivo, visando o desenvolvimento de comunidades artesãs e a valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira.
A seleção pública é uma prática amplamente utilizada pela Caixa na aplicação transparente e democrática de recursos voltados para a cultura. Esta ação está inserida no Sistema de Cultura da Caixa, focado no fomento ao desenvolvimento da cultura brasileira.
Mais informações sobre os regulamentos podem ser obtidas pelos telefones (61) 3206-8030/9202-2144 e 8101-9902, pelo e-mail imprensa.cultura@caixa.gov.br ou no site www.caixa.gov .br/caixacultural
inícioOs artistas interessados em mostrar suas obras na décima edição do Salão dos Novos Artistas Plásticos (Snap), evento promovido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), através do setor de cultura da Unidade Centro, têm até segunda-feira, 1º de setembro, para fazer suas inscrições.
Este ano o Snap homenageia o artista plástico Fred Svedsen e será realizado no período de 9 e 20 de setembro, na área de lazer do Sesc Centro, na Rua Desembargador Souto Maior, 281, Centro, e mais uma vez será aberto ao público iniciante nas artes visuais, com idade a partir de 15 anos, nas categorias pintura, fotografia, desenho, instalação, gravura, e escultura/objeto, tendo como premiação R$ 700, do primeiro ao terceiro lugar, em cada categoria.
Um item que diferencia o Snap deste ano das edições anteriores é que cada participante deve, obrigatoriamente, inscrever três trabalhos, cabendo à Comissão de Seleção e Premiação determinar quantos julgarem convenientes para a Mostra.
As obras devem ter sido produzidas a partir do ano 2000, com as seguintes medidas: desenho, pintura, fotografia e gravura (mínimo de 23cm x 30cm e máximo de 70cm x 90cm), escultura/objeto e instalação (área mínima de 100cm x 50cm e máxima de 200cm x 200cm).
A restrição fica por conta de que as obras premiadas em outros Salões não poderão ser aceitas, como também as produzidas com materiais perecíveis que comprometam a integridade. No ato da inscrição, a ficha deve vir acompanhada de um dossiê em tamanho A4, contendo currículo resumido do artista amador.
A seleção dos trabalhos será feita por um júri convocado pelo Sesc, totalizando 60 obras dos classificados que terão seus nomes divulgados pelos meios de comunicação, sendo que essas obras passarão a integrar, em definitivo, o acervo da entidade, e os demais inscritos terão um prazo de 15 dias para retirada dos trabalhos, selecionados ou não.
Além da exposição, o 10º Snap oferece ao público a oficina "Nanquim sobre papel", ministrada pelo artista homenageado, Fred Svendsen, entre os dias 15 e 17 de setembro, no turno da tarde. Svendsen concede entrevista para a Série Depoimentos, no dia 17, às 17h, no mini-auditório. O professor Robson Xavier profere a palestra "Arte contemporânea no ensino das artes visuais", no dia 19, às 14h, no mini-auditório.
início"Uma Noite...Noel Rosa" (Universal Music) é o título do CD (e também do DVD) que acaba de chegar às lojas especializadas. Trata-se do registro do histórico show que intérpretes de gerações diversas da música brasileira resolveram fazer para reverenciar um dos (para muitos o) maiores compositores da MPB. Mais do que lembrar o autor de "Último Desejo" o evento acaba por trazer alguns dos melhores registros de sua obra e brindando os colecionadores.
Noel Rosa morreu jovem, aos 27 anos de idade, de tuberculose, mas isso não impediu que deixasse como legado algumas dezenas de obras-primas que o entronaram entre os monstros sagrados da canção nacional. O show registrado no CD e no DVD que a Universal Music lançou, foi realizado no ano passado para lembrar os 70 anos de sua morte ocorrida a 4 de maio de 1937.
Em torno de Noel aparecem intérpretes de tendências e idades bem diferentes. Dos mais novos podemos destacar a excelente cantora Roberta Sá, o brilhante compositor Rodrigo Maranhão e o cantor Diogo Nogueira, esse último filho do mestre João Nogueira, sambista de saudosa memória. A eles se somaram o antológico grupo Anjos da Lua, o cantor Ney Matogrosso, o sambista Zeca Pagodinho, o cantor Zé Renato e o compositor e violonista João Bosco. Um time invejável.
Os intérpretes vão se revezando no solo, mas os demais não abrem mão de ajudarem nos refrões fazendo o coro. A primeira faixa traz um Zeca Pagodinho bem à vontade cantando com sua habitual informalidade o clássico "Fita Amarela" mas um dos pontos mais altos do CD fica por conta da interpretação de João Bosco para a engraçada "Um Gago Apaixonado". É bom que se faça justiça lembrando que grande parte da obra de Noel Rosa teve a colaboração decisiva do músico Vadico, que escrevia muitas melodias e dava um trato nas que o Noel compunha.
Roberta Sá mostra o porque do oba-oba em torno de seu nome ao dar um show em "O X do Problema" e "Pela Décima Vez", mas o dueto de Zé Renato com Rodrigo Maranhão em "Palpite Infeliz" não é menos brilhante. Também emocionante é ouvir Ney Matogrosso clássico e exato em "Três Apitos". Bem, "Uma Noite...Noel Rosa" (em CD ou em DVD) é item obrigatório nas coleções das pessoas de bom gosto.
inícioDois casos recentes, trágicos, mas engraçados, relatados na Rede Internet, nos dão bem a dimensão dos problemas que continuam a afetar as famílias brasileiras. Uma mulher baiana foi à Justiça, na semana passada, para pedir o divórcio de seu marido, sob o argumento de que o companheiro jamais tomou banho desde que eles se casaram, há pouco mais de dois meses.
Parece até brincadeira, mas na teoria o casal ainda deveria estar curtindo a lua-de-mel. Porém, o casamento acabou rapidamente para Yara, de 23 anos, e Alberto, de 31 anos. O matrimônio acabou depois que o marido confessou que vinha evitando uma boa chuveirada. Ele alegou que "não podia tomar banho por causa de uma doença da pele que o deixou alérgico à água". Um atestado médico apresentado por Alberto na audiência de tentativa de conciliação, confirmou que ele sofre de uma doença da pele, porém, ao que tudo indica, o problema não tinha nada a ver com a água.
Apesar de andar fugindo do banho, Alberto se recusa a conceder o divórcio. O juiz decidiu que ouvirá testemunhas nos próximos dias mas, desde logo, liberou a mulher de dormir na mesma cama com o marido e, naturalmente, de manter relações sexuais com ele. E pediu aos cônjuges que fossem sensatos, meditassem e fizessem concessões para salvar o casamento.
O outro caso não diz respeito à falta de banho, mas à ausência de fotos. O casamento representa um momento a ser guardado para sempre na memória do casal e dos convidados. A melhor forma de recordar a cerimônia é através de fotografias e de vídeos.
Carlos e Luana, mineiros, mantiveram um relacionamento estável durante doze anos, tendo um filho. O sonho deles era se casar. Por serem pessoas simples e de poucos recursos, adiaram o casamento enquanto puderam. A cerimônia foi enfim marcada para o dia 21 de janeiro de 2008. Em maio de 2007, o casal contratou o serviço de filmagem e fotografia com o estúdio, que funciona no mesmo local da empresa de aluguel de vestidos de noiva. O valor da filmagem era R$ 180,00 e do álbum R$ 100,00. Os valores foram pagos em cinco prestações.
No dia do casamento, ao chegarem à igreja, os noivos imediatamente procuraram pelos contratados para que pudessem iniciar a sessão de fotos e filmagem, mas eles não haviam chegado. Após vinte minutos de espera, a noiva foi incentivada pelos familiares a entrar na igreja e não esperar mais pelos profissionais, que não apareceram. A noiva alegou ter entrado na igreja atônita, sentindo-se ofendida, frustrada, envergonhada e triste, pois o momento sonhado há mais de dez anos "havia se tornado um pesadelo". Através de provas testemunhais, comprovou-se que os noivos não puderam usufruir da festa de casamento, saindo mais cedo da recepção em razão do nervosismo e do constrangimento por que passaram.
A juíza da 1ª Vara Cível de Juiz de Fora entendeu que a responsabilidade do estúdio de fotografia deve ser dividida com a firma de aluguel de vestidos de noiva, uma vez que funcionam no mesmo local, têm o mesmo telefone de contato e as mesmas funcionárias. Assim, condenou-os a indenizar os noivos, solidariamente. No recurso ao Tribunal de Justiça, os desembargadores confirmaram a condenação, decretando indenização, por danos morais no valor de quatro mil reais ao casal, além de duzentos e oitenta reais, referentes ao valor pago pelo serviço.
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