O bárbaro crime ocorreu no interior de uma residência localizada no bairro do Jardim Paulistano, onde a vítima trabalhava há cerca de um ano. No momento do crime ela estava na companhia de um menino de quatro anos, filho da proprietária da casa, Maria Dulcinéia Freitas. Conforme informações da delegada Elisabete Regina, a vítima teria aberto a porta da casa para que o adolescente entrasse.
O menor foi apreendido pela polícia e confessou o crime. Ao ser interrogado na Central de Polícia, ele disse, a princípio, que um outro acusado teria encomendado a morte da empregada. O rapaz chegou a ser detido e contestou a versão do adolescente que, logo depois, acabou confessando o assassinato.
O adolescente disse que matou Josefa porque ela teria visto quando ele estava revirando o closet, onde ele acreditava que havia uma arma. O menor afirmou que matou a doméstica porque teve medo de ser denunciado e só não matou a criança de quatro anos porque ficou com pena.
Vizinhos perceberam que o filho da dona da casa estava brincando sozinho no terraço e avisaram a Dulcinéia para que ela fosse verificar o que estava ocorrendo. Ao chegar no local, Dulcinéia não viu Zefinha com seu filho.
Dulcinéia foi até os fundos da casa e ficou estarrecida com o que encontrou. Josefa estava morta e degolada. Nos seios e no rosto havia vários cortes. Próximo ao corpo foi encontrado um capuz que possivelmente foi usado pelo assassino.
A delegada Elisabete Regina ressaltou que o assassino revirou todas as roupas que estavam no closet do quarto dos proprietários da casa. "Acredito que ele foi ao local no intuito de roubar, mas como não encontrou o que queria, assassinou a empregada doméstica como queima de arquivo", disse a delegada.
Após uma revista na residência, os proprietários não perceberam a falta de nenhum objeto ou dinheiro. A perícia também não encontrou nenhum vestígio de arrombamento na residência e nem marcas que pudessem identificar que alguém tivesse pulado o muro para ter acesso ao interior da residência. Peritos que estiveram no local informaram que não havia sinais de que a vítima foi arrastada e nem mesmo indícios de resistência e luta corporal.
De acordo com a delegada, os proprietários da casa tinham um bom
relacionamento com os pais do adolescente suspeito e chegavam a ajudá-los
financeiramente. "O menor tinha acesso à residência e era
recebido com carinho pela dona da casa", revela a delegada. A dona-de-casa
Maria de Lourdes Santos, que é vizinha e amiga da vítima, disse
que ela era evangélica e freqüentava a igreja Assembléia
de Deus. "Ela era considerada uma ótima pessoa, não tinha
inimizades e sempre trabalhou muito para sustentar a família",
relatou Lourdes.
A Polícia Federal realizou na madrugada de ontem a maior apreensão de crack na Paraíba. A apreensão ocorreu na BR-101, nas imediações da churrascaria Gauchinha, no Distrito Industrial de João Pessoa.
A droga era conduzida em uma caminhoneta S-10 de cor preta dirigida por
Antônio Batista de Oliveira, de 36 anos, que confessou ter trazido a
droga do Estado do Mato Grosso, de onde ele é natural.
A PF também prendeu o técnico em enfermagem Antônio Tavares
de Souza, 40 anos, funcionário da Universidade Federal da Paraíba,
e o sobrinho dele, Ramoni Tavares de Souza, de 24 anos.Uma parte da droga
seria levada para a residência de Antônio Tavares, no Conjunto
José Américo, e a outra para cidades do interior da Paraíba
e para o Rio Grande do Norte.
A polícia ainda apreendeu um Gol e uma moto Honda. Na residência de Antônio Tavares de Souza os apreenderam uma pistola calibre 380 e dezenas de munições deste mesmo calibre, celulares e R$ 4,3 mil.
Até então, a maior apreensão no Estado havia sido feita em Campina Grande, no dia 2 deste mês, data em que agentes da Delegacia de Roubos e Furtos prenderam três homens que se preparavam para embalar 5,9 quilos de crack.
Segundo a PF, Antônio Tavares, Ramoni Tavares e Antônio Batista podem pegar penas que variam de cinco a 15 anos de cadeia. A polícia investigava os acusados há três meses e na madrugada de ontem abordaram a camioneta S-10 e localizaram os 21 quilos de crack que estavam em forma de tabletes. O motorista Antônio Batista conduzia a droga escondida em um compartimento do veículo. Ao ser interrogado, ele revelou à polícia o nome de dois receptores, Antônio Tavares de Sousa e Ramone Tavares. Eles foram presos em suas residências durante a madrugada. A PF suspeita que outros carregamentos da droga tenham entrado na Paraíba pelo mesmo esquema.
Antes da operação de terça, no último dia 11, a Polícia Civil havia realizado no Bairro do Meio,em Patos a apreensão de 24 pedras de crack. Foram presas sete pessoas acusados de vender pedras de crack a viciados.
inícioA morte do estudante Emanoel Cícero Serafim, de 11 anos, que residia na travessa João de Almeida Pequeno, no bairro do Pedregal, em Campina Grande, causou revolta aos moradores da rua Santa Luzia, onde ocorreu o acidente. O garoto foi atropelado na manhã de anteontem quando estava indo para a Escola Estadual Monte Carmelo, onde cursava a 4ª série. O estudante estava na companhia do pai Josenildo Silva Lacerda, de 29 anos. O adolescente foi atropelado por um caminhão F-4000, de cor vermelha, placas KIK-2098/PB. O motorista do veículo não foi identificado.
Segundo relato da mãe do estudante, a dona-de-casa Maria Serafim
Lacerda, 33 anos, o pai estava indo deixar o filho na escola. O caminhão
estava trafegando pela rua Santa Luzia e ao tentar desviar de um ônibus
da empresa Cabral, que estava estacionado na rua, acabou atingindo a criança.
A mochila que o garoto carregava prendeu no caminhão e ele foi arrastado
por alguns metros.
Moradores do local ainda chegaram a socorrer a vítima para o Hospital
Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, mas ele
já chegou no hospital sem vida.
Os moradores da rua Santa Luzia informaram que esta não foi a primeira
criança a morrer no local. Há cinco anos um garoto com seis
anos de idade foi atropelado.
"Nós já enviamos ofício para a STTP e não fomos atendidos. Queremos a instalação de um redutor de velocidade, pois nessa rua é grande o número de crianças", disse a pensionista Tereza Araújo da Silva, 76 anos. Ela acrescentou que nos finais de semana o risco de atropelamento aumenta e freqüentemente motoristas alcoolizados trafegam em alta velocidade pela rua Santa Luzia. Uma testemunha disse que observou que havia uma pessoa presa ao veículo e sendo arrastada, então gritou para advertir o motorista, mas ele não deu atenção e continuou com o veículo em movimento.
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