Jornal O Norte

João Pessoa, Quinta-Feira, 24 de Julho de 2008

Construtor


Preço de materiais tem alta de 1,24%

CONSTRUÇÃO CIVIL Levantamento relativo a junho aponta
ainda uma alta acumulada de 8,26% nos últimos doze meses

O Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 1,24% no custo dos materiais em junho. A pesquisa é calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Federal. O índice do mês ficou acima do registrado em junho de 2007 (0,53%) e elevou o resultado acumulado nos últimos 12 meses para 8,26%. No ano, atingiu 5,28%.

Ao contrário do que ocorreu em maio, quando os reajustes salariais pressionaram os índices, o mês de junho teve uma aceleração mais acentuada devido aos materiais. O custo nacional por metro quadrado, entre maio e junho, passou de R$ 629,91 para R$ 637,69 - R$ 363,94 relativos aos materiais e R$ 273,75 à mão-de-obra.

A parcela do índice relativa aos materiais alcançou 1,44% no sexto mês do ano, contra 0,60% em março, abril e maio. No ano, os materiais subiram 4,66% acima da taxa de 2007 (2,12%). Nos últimos 12 meses o percentual atingiu 7,87%, ficando acima da variação de 2007 (4,37%). O custo da mão-de-obra também registrou alta de 6,11% contra 4,58% no ano passado. O custo, que variou 0,96%, foi puxado principalmente pelos acordos salariais no Paraná (4,88%) e no Rio Grande do Sul (3,96%).

No ano, e nos últimos 12 meses, as altas mais acentuadas foram registradas no Acre (9,15% e 16,85%, respectivamente). Nesse período, a alta foi de 8,78%, superando a relativa aos 12 meses imediatamente anteriores (6,28%).

Os menores índices acumulados, no ano e nos últimos 12 meses, ficaram com a região Norte (3,84% no ano) e Nordeste (7,34% em 12 meses), respectivamente. Os custos regionais foram os seguintes: R$ 679,07 no Sudeste; R$ 634,22 no Sul; R$ 618,37 no Norte; R$ 607,39 no Centro-Oeste; e R$ 593,99 no Nordeste.

Fonte: www.piniweb.com.br.

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CONSTRUÇÃO CIVIL - A paciência de Chronos

Irenaldo Quintans, Presidente do SINDUSCON/JP - e-mail: iquintans@uol.com.br

Ele é um desses casos típicos em que o "soma" está flagrantemente incompatível com a "psique". Um descompasso orgânico que forjou, num corpo idoso, uma mente jovem. Acho que os psicossomatistas elucidam melhor o fenômeno.

O fato, prezado leitor, é que, locomovendo-se com dificuldade e enxergando quase nada, quando provocado a opinar sobre qualquer tema, sobretudo os relacionados com a construção civil, ele muda. Os olhos, enevoados pela catarata, brilham, e os neurônios parecem fervilhar, como que resgatando um tempo perdido. O deus Chronos, paciente como não costuma ser, imobiliza, então, os ponteiros do relógio temporal, permitindo que ele acesse a memória e verbalize todo o conteúdo de décadas de labuta. "Ainda volto a empreender", diz altaneiro. E prossegue numa prosa atual, bem humorada, eivada de histórias deliciosas, da qual não se sai incólume: há sempre uma revelação. E aquilo sempre me emociona. Interagindo com o espírito juvenil, transbordante de energia e de entusiasmo, manietado, entretanto, por uma casca alquebrada, marcada pelas vicissitudes, fico imaginando que talvez haja sentido nas ponderações de Kardec sobre a perenidade do ser. Conheçamo-lo melhor.

Arquiteto de formação, Carlos Roberval Guimarães foi ativo participante da construção de Brasília. Ombro a ombro com Niemeyer e Lúcio Costa, em cujos projetos imprimiu o signo do pragmatismo, ergueu, com a CR Guimarães, muitos daqueles primeiros edifícios, fundeados, mais do que em estacas, na perseverança de um valoroso brasileiro: Juscelino. Paraibano, Robinho, como é carinhosamente tratado, orgulha-se de ter respirado a poeira fina do cerrado, de se ter acomodado em alojamentos de obra e de ter comido o feijão-tropeiro com seus operários, a fim de ajudar a fazer do sonho candango a capital do país. Amigo íntimo do poeta Manuel Bandeira, sobre quem relata episódios fantásticos, compartilhados na estreita vizinhança de escritórios, Robinho é um cosmopolita que não perdeu a nordestinidade. Até porque militou, também, na verticalização de São Paulo e Rio, competindo nos maiores centros numa época em que o complexo de inferioridade industrial, muito mais do que atualmente, atormentava o Nordeste. Uma época em que exportávamos para o sul-maravilha, não empresários, mas milhares de pais de famílias migrantes da seca: os "paraíbas", como ainda hoje são chamados por lá quaisquer peões.

Isso posto, o que é relevante citar é que esse digno, porém abatido, senhor de quase noventa anos, com muitos serviços prestados à causa nacional, tem recebido um tratamento humilhante da Justiça e da Prefeitura de João Pessoa. Espoliado de uma gleba de terreno na qual foi construído, pela segunda, um conjunto residencial popular, luta há quatorze anos para receber a indenização a que faz jus por sentença terminativa da primeira. Ocorre que o pagamento seria com precatórios, os tais títulos em cuja conversibilidade mesmo Cândido, o otimista de Voltaire, não acredita mais. É num pacote desses papéis desmoralizados que Robinho deposita toda a sua esperança, com o vigor que ainda lhe resta. Entrementes, a vida que corre impõe a si e à sua família, esposa e filha, o tributo das privações - ambas, assim como ele próprio, urgentemente necessitadas de alimentação adequada e cuidados médicos. Gastou tudo o que tinha na ação. Agora, a caridade dos amigos e a benevolência dos estranhos são suas mantenedoras precárias. Digo novamente: salvo engano, não são quatorze anos de trâmite; são quatorze anos de "pague-se".

E aí me dou o direito de perguntar: como é que o ilustrado presidente da Corte Maior do Judiciário vara a madruga no seu gabinete a fim de liberar, por mais legal que isso possa ser, dois ou três engravatados, encarcerados por algumas horas apenas, e deixa aferrolhados na adversidade, durante década e meia, o ancião Robinho e sua família? E como é que, mandando pagar, essa mesma Justiça faz vista grossa para a desobediência reiterada da Edilidade, useira e vezeira dos artifícios previstos no cipoal legislativo para protelar pagamentos? Será que Chronos será generoso o suficiente para dar a Robinho a alegria de, a tempo e a hora, reaver o que é seu?

Com a palavra, Suas Excelências; lembrando que a paciência - mesmo a dos deuses - tem limites.

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Nova norma sobre estruturas de aço deve ser publicada em três meses

Projeto de revisão da norma NBR 8800, aprovado no dia 11 de julho, está passando por ajustes antes de ser publicado

O projeto de revisão da norma NBR 8800:2008 - Projeto de Estrutura de Aço e de Estrutura Mista de Aço e Concreto de Edificações foi aprovado no dia 11 de julho pela Comissão de Estudos de Estruturas de Aço. O documento, que está sofrendo ajustes após a reunião e já passou por consulta pública, deverá ser publicado dentro de três meses.

O engenheiro Ricardo Hallal Fakury, secretário da Comissão de Estudos e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destaca que a revisão da norma de 1986 (NBR 8800:1986 - Projeto e Execução de Estruturas de Aço de Edifícios) eliminou questões relacionadas à execução de estruturas. "Esse assunto é amplo e deve constituir uma norma própria. A futura ABNT NBR 8800 passará a ser uma norma exclusivamente de projeto de estruturas", diz.

O engenheiro aponta como outra grande modificação na norma a inclusão de elementos estruturais mistos de aço e concreto (pilares, lajes e ligações mistas). "Essas duas mudanças se refletiram diretamente no seu próprio título, que passa a ser Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios", afirma.

Os procedimentos de cálculo (análise estrutural, dimensionamento de barras de aço, ligações metálicas) também foram atualizados. "Utilizava-se curvas múltiplas de resistência para barras axialmente comprimidas, que foram substituídas por uma curva única", exemplifica Fakury. A durabilidade e a estética das estruturas de aço também será abordada por meio de anexo, que trata da questão da proteção à corrosão atmosférica da liga metálica.

A NBR 8800:2008 também estará integrada à NBR 14323:1999 - Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio. "Os critérios de segurança contra fogo é estabelecida por essa norma, que está em processo de revisão para se atualizar e compatibilizar com a futura NBR 8800", explica Fakury.

O professor considera que, se bem empregada, a nova norma poderá auxiliar na redução dos custos das obras. "A NBR 8800 esclarece o uso de procedimentos de cálculo mais modernos e permitirá a execução de estruturas de aço e mistas de aço e concreto mais consistentes com seu comportamento real", diz. "Assim, algumas peças poderão ficar mais leves e com menor custo e outras, mais pesadas e caras", finaliza.

Fonte: www.piniweb.com.br

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CBIC realizará ações de responsabilidade social no próximo mês

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vai promover no dia 2 de agosto, em 18 estados e no Distrito Federal, o Dia Nacional da Construção Social, maior evento de responsabilidade social do setor.

A ação conta com apoio do Seconci e do Sesi e objetiva proporcionar aos trabalhadores da Indústria da Construção e aos seus familiares acesso à saúde, lazer e cidadania, além de sensibilizar os empresários para a importância da responsabilidade social no setor.

A estimativa é de que, com o apoio do Sesi, haja um aumento significativo no número de atendimentos (170 mil) neste ano. Para superar o sucesso registrado na primeira edição do evento, o Sinduscon-PR, cujo estado registrou o maior número de atendimentos (26 mil) em 2007, já deu início ao trabalho de divulgação do evento junto às construtoras locais.

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Senadores aprovam projeto de lei que altera composição do Confea

Os senadores aprovaram no último dia 9 o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 123/2006, que altera a composição do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) dos atuais 18 para 31 componentes.

Pelo PLC, o Confea passa a ter a seguinte composição: 31 conselheiros, sendo um para cada estado, um para a escola de Engenharia, outro para a de Arquitetura e outro para a de Agronomia, além de um representante das instituições de ensino técnico. O presidente do conselho será eleito dentre os 31 membros.

Fica mantido o quórum de deliberação de dois terços para essa nova composição. O projeto vai à sanção.

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