O Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 1,24% no custo dos materiais em junho. A pesquisa é calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Federal. O índice do mês ficou acima do registrado em junho de 2007 (0,53%) e elevou o resultado acumulado nos últimos 12 meses para 8,26%. No ano, atingiu 5,28%.
Ao contrário do que ocorreu em maio, quando os reajustes salariais pressionaram os índices, o mês de junho teve uma aceleração mais acentuada devido aos materiais. O custo nacional por metro quadrado, entre maio e junho, passou de R$ 629,91 para R$ 637,69 - R$ 363,94 relativos aos materiais e R$ 273,75 à mão-de-obra.
A parcela do índice relativa aos materiais alcançou 1,44% no sexto mês do ano, contra 0,60% em março, abril e maio. No ano, os materiais subiram 4,66% acima da taxa de 2007 (2,12%). Nos últimos 12 meses o percentual atingiu 7,87%, ficando acima da variação de 2007 (4,37%). O custo da mão-de-obra também registrou alta de 6,11% contra 4,58% no ano passado. O custo, que variou 0,96%, foi puxado principalmente pelos acordos salariais no Paraná (4,88%) e no Rio Grande do Sul (3,96%).
No ano, e nos últimos 12 meses, as altas mais acentuadas foram registradas no Acre (9,15% e 16,85%, respectivamente). Nesse período, a alta foi de 8,78%, superando a relativa aos 12 meses imediatamente anteriores (6,28%).
Os menores índices acumulados, no ano e nos últimos 12 meses, ficaram com a região Norte (3,84% no ano) e Nordeste (7,34% em 12 meses), respectivamente. Os custos regionais foram os seguintes: R$ 679,07 no Sudeste; R$ 634,22 no Sul; R$ 618,37 no Norte; R$ 607,39 no Centro-Oeste; e R$ 593,99 no Nordeste.
Fonte: www.piniweb.com.br.
inícioEle é um desses casos típicos em que o "soma" está flagrantemente incompatível com a "psique". Um descompasso orgânico que forjou, num corpo idoso, uma mente jovem. Acho que os psicossomatistas elucidam melhor o fenômeno.
O fato, prezado leitor, é que, locomovendo-se com dificuldade e enxergando quase nada, quando provocado a opinar sobre qualquer tema, sobretudo os relacionados com a construção civil, ele muda. Os olhos, enevoados pela catarata, brilham, e os neurônios parecem fervilhar, como que resgatando um tempo perdido. O deus Chronos, paciente como não costuma ser, imobiliza, então, os ponteiros do relógio temporal, permitindo que ele acesse a memória e verbalize todo o conteúdo de décadas de labuta. "Ainda volto a empreender", diz altaneiro. E prossegue numa prosa atual, bem humorada, eivada de histórias deliciosas, da qual não se sai incólume: há sempre uma revelação. E aquilo sempre me emociona. Interagindo com o espírito juvenil, transbordante de energia e de entusiasmo, manietado, entretanto, por uma casca alquebrada, marcada pelas vicissitudes, fico imaginando que talvez haja sentido nas ponderações de Kardec sobre a perenidade do ser. Conheçamo-lo melhor.
Arquiteto de formação, Carlos Roberval Guimarães foi ativo participante da construção de Brasília. Ombro a ombro com Niemeyer e Lúcio Costa, em cujos projetos imprimiu o signo do pragmatismo, ergueu, com a CR Guimarães, muitos daqueles primeiros edifícios, fundeados, mais do que em estacas, na perseverança de um valoroso brasileiro: Juscelino. Paraibano, Robinho, como é carinhosamente tratado, orgulha-se de ter respirado a poeira fina do cerrado, de se ter acomodado em alojamentos de obra e de ter comido o feijão-tropeiro com seus operários, a fim de ajudar a fazer do sonho candango a capital do país. Amigo íntimo do poeta Manuel Bandeira, sobre quem relata episódios fantásticos, compartilhados na estreita vizinhança de escritórios, Robinho é um cosmopolita que não perdeu a nordestinidade. Até porque militou, também, na verticalização de São Paulo e Rio, competindo nos maiores centros numa época em que o complexo de inferioridade industrial, muito mais do que atualmente, atormentava o Nordeste. Uma época em que exportávamos para o sul-maravilha, não empresários, mas milhares de pais de famílias migrantes da seca: os "paraíbas", como ainda hoje são chamados por lá quaisquer peões.
Isso posto, o que é relevante citar é que esse digno, porém abatido, senhor de quase noventa anos, com muitos serviços prestados à causa nacional, tem recebido um tratamento humilhante da Justiça e da Prefeitura de João Pessoa. Espoliado de uma gleba de terreno na qual foi construído, pela segunda, um conjunto residencial popular, luta há quatorze anos para receber a indenização a que faz jus por sentença terminativa da primeira. Ocorre que o pagamento seria com precatórios, os tais títulos em cuja conversibilidade mesmo Cândido, o otimista de Voltaire, não acredita mais. É num pacote desses papéis desmoralizados que Robinho deposita toda a sua esperança, com o vigor que ainda lhe resta. Entrementes, a vida que corre impõe a si e à sua família, esposa e filha, o tributo das privações - ambas, assim como ele próprio, urgentemente necessitadas de alimentação adequada e cuidados médicos. Gastou tudo o que tinha na ação. Agora, a caridade dos amigos e a benevolência dos estranhos são suas mantenedoras precárias. Digo novamente: salvo engano, não são quatorze anos de trâmite; são quatorze anos de "pague-se".
E aí me dou o direito de perguntar: como é que o ilustrado presidente da Corte Maior do Judiciário vara a madruga no seu gabinete a fim de liberar, por mais legal que isso possa ser, dois ou três engravatados, encarcerados por algumas horas apenas, e deixa aferrolhados na adversidade, durante década e meia, o ancião Robinho e sua família? E como é que, mandando pagar, essa mesma Justiça faz vista grossa para a desobediência reiterada da Edilidade, useira e vezeira dos artifícios previstos no cipoal legislativo para protelar pagamentos? Será que Chronos será generoso o suficiente para dar a Robinho a alegria de, a tempo e a hora, reaver o que é seu?
Com a palavra, Suas Excelências; lembrando que a paciência - mesmo a dos deuses - tem limites.
inícioO projeto de revisão da norma NBR 8800:2008 - Projeto de Estrutura de Aço e de Estrutura Mista de Aço e Concreto de Edificações foi aprovado no dia 11 de julho pela Comissão de Estudos de Estruturas de Aço. O documento, que está sofrendo ajustes após a reunião e já passou por consulta pública, deverá ser publicado dentro de três meses.
O engenheiro Ricardo Hallal Fakury, secretário da Comissão de Estudos e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destaca que a revisão da norma de 1986 (NBR 8800:1986 - Projeto e Execução de Estruturas de Aço de Edifícios) eliminou questões relacionadas à execução de estruturas. "Esse assunto é amplo e deve constituir uma norma própria. A futura ABNT NBR 8800 passará a ser uma norma exclusivamente de projeto de estruturas", diz.
O engenheiro aponta como outra grande modificação na norma a inclusão de elementos estruturais mistos de aço e concreto (pilares, lajes e ligações mistas). "Essas duas mudanças se refletiram diretamente no seu próprio título, que passa a ser Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios", afirma.
Os procedimentos de cálculo (análise estrutural, dimensionamento de barras de aço, ligações metálicas) também foram atualizados. "Utilizava-se curvas múltiplas de resistência para barras axialmente comprimidas, que foram substituídas por uma curva única", exemplifica Fakury. A durabilidade e a estética das estruturas de aço também será abordada por meio de anexo, que trata da questão da proteção à corrosão atmosférica da liga metálica.
A NBR 8800:2008 também estará integrada à NBR 14323:1999 - Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio. "Os critérios de segurança contra fogo é estabelecida por essa norma, que está em processo de revisão para se atualizar e compatibilizar com a futura NBR 8800", explica Fakury.
O professor considera que, se bem empregada, a nova norma poderá auxiliar na redução dos custos das obras. "A NBR 8800 esclarece o uso de procedimentos de cálculo mais modernos e permitirá a execução de estruturas de aço e mistas de aço e concreto mais consistentes com seu comportamento real", diz. "Assim, algumas peças poderão ficar mais leves e com menor custo e outras, mais pesadas e caras", finaliza.
Fonte: www.piniweb.com.br
inícioA Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) vai promover no dia 2 de agosto, em 18 estados e no Distrito Federal, o Dia Nacional da Construção Social, maior evento de responsabilidade social do setor.
A ação conta com apoio do Seconci e do Sesi e objetiva proporcionar aos trabalhadores da Indústria da Construção e aos seus familiares acesso à saúde, lazer e cidadania, além de sensibilizar os empresários para a importância da responsabilidade social no setor.
A estimativa é de que, com o apoio do Sesi, haja um aumento significativo no número de atendimentos (170 mil) neste ano. Para superar o sucesso registrado na primeira edição do evento, o Sinduscon-PR, cujo estado registrou o maior número de atendimentos (26 mil) em 2007, já deu início ao trabalho de divulgação do evento junto às construtoras locais.
inícioOs senadores aprovaram no último dia 9 o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 123/2006, que altera a composição do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) dos atuais 18 para 31 componentes.
Pelo PLC, o Confea passa a ter a seguinte composição: 31 conselheiros, sendo um para cada estado, um para a escola de Engenharia, outro para a de Arquitetura e outro para a de Agronomia, além de um representante das instituições de ensino técnico. O presidente do conselho será eleito dentre os 31 membros.
Fica mantido o quórum de deliberação de dois terços para essa nova composição. O projeto vai à sanção.
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