Jornal O Norte

João Pessoa, Quinta-Feira, 24 de Julho de 2008

Televisão


Laços de família

Cláudia Ohana resgata relações fraternais com a Cida, de “A Favorita”

Kelly Valente
PopTevê

Cláudia Ohana está aproveitando a história da caminhoneira Cida, sua personagem em "A Favorita", para matar as saudades da época em que podia ser "filha". A atriz, que fora dos estúdios já é avó, perdeu os pais muito nova. Por isso, desfruta cada "bronca" e conselho que Coppola, personagem de Tarcísio Meira, tem a oferecer à "ovelha negra" da família para relembrar os tempos em que podia contar com o "colo" maternal. "Já não sou filha desde os quinze anos e sinto falta da relação de pai e filho. Isso ainda me pega e me emociono quando gravo estas cenas", revela.

Como se não bastasse a relação familiar da ficção, envolvendo os personagens de Cláudia e Tarcísio, esta novela traz uma peculiaridade à rotina da atriz. O autor da trama, João Emanuel Carneiro, é seu meio-irmão, o que permite um envolvimento diferente na relação entre personagem e intérprete.

"É um privilégio e eu começo a ver a novela de uma forma diferente, já que passo a torcer para que a história toda vá bem. Leio todos os capítulos e assisto", conta a atriz, que aproveita para adiantar que o parentesco não faz com que o irmão lhe conte tudo o que vai acontecer na trama. "É sempre bom ter uma 'surpresinha' com os capítulos", acrescenta.

Trabalhar com família já é rotina para a atriz, que começou a carreira no cinema trabalhando ao lado da mãe, Nazareth Ohana, uma conhecida montadora de cinema. Dali em diante, ela já trabalhou com a enteada, a filha Dandara, a prima e com o ex-marido, o diretor Ruy Guerra. "Minha família tem muita gente do meio artístico, mas esta é primeira vez que tenho essa relação com o autor. Por isso, estamos começando a nos conhecer como autor e atriz", conclui.

ENTREVISTA

Você acabou de fazer "Malhação", uma novela adolescente que tem histórias muito diferentes de uma novela das oito. Como faz esta transição?

Novela das oito é muito mais densa, a interpretação é mais naturalista. "Malhação" tinha um "tonzinho" acima, mais para o humor. Lá, era mais brincadeira, enquanto aqui você tem uma personagem mais forte. Ela sofre e tem um passado do qual as pessoas a condenam. A Cida é a "ovelha negra" da família que aprontava, mas que apesar da rebeldia tem um bom caráter.

Que preparação você fez para viver uma caminhoneira?

De início, fiz aulas para aprender a dirigir o caminhão. Além de um instrutor para auxiliar na direção, a produção da novela encontrou uma caminhoneira - o que não é uma missão fácil - para me explicar melhor a rotina dela. Fora a preparação de perfil da personagem, intensifiquei a malhação. Além disso, peguei heroínas fortes do cinema que parecem desenhos animados como a personagem de “Uma Thurman em “Kill Bill ou a Lara Croft, vivida por Angelina Jolie em “Tomb Raider”.

Você é baixinha, tem um tipo "mignon". Como faz para passar a segurança que a personagem exprime?

Tenho sorte de parecer um pouco maior no vídeo, mesmo que seja pequena. Para passar ainda mais essa impressão estou forçando minha voz mais para o grave. Mas acho que é uma questão de atitude mesmo, de se colocar para dar força à personagem. A gente pode tirar como exemplo a própria Lília Cabral, que é muito maior que eu e cuja personagem é frágil.

Você já fez muito teatro e cinema. Como concilia com a correria de uma novela das oito?

Antes da novela eu estava fazendo um espetáculo. Acho que hoje em dia para fazer televisão você tem de se dedicar. É muito difícil fazer outras coisas ao mesmo tempo. Estou querendo me dedicar à Cida. Planejo fazer um musical para o ano que vem, mas este ano é de "A Favorita".

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Filme sobre Gonzagão e Gonzaguinha vai ser rodado no ano que vem

O diretor Breno Silveira quer mostrar no cinema os conflitos que havia entre os dois

Folhapress - Preparando-se para a estréia nacional do seu segundo filme, "Era uma Vez'' (2007), prevista para a próxima sexta (25), o cineasta Breno Silveira já pensa em seus próximos projetos. "Quero voltar a filmar biografias'', afirma o diretor, que se lançou no cinema à frente do longa "2 Filhos de Francisco'' (2005), em que narrou a história de vida da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano. O filme foi um sucesso e teve mais de 5,4 milhões de espectadores.

Atualmente, Silveira escreve três roteiros. "O [roteiro] mais adiantado é o que trata da vida dos músicos Gonzaguinha e Gonzagão. É uma história muito bonita, de um pai e de um filho que passaram a vida toda brigando'', diz. Segundo o diretor, o longa deve ser rodado no final do ano que vem.

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Aniversários da semana

de 20 A 26 de julho

20/07 - Otávio Mesquita, 49 anos.

21/07 - Paloma Duarte, 31 anos, e Bete Coelho, 46 anos.

23/07 - Nesta data, há 10 anos, foi ao ar o último capítulo de "Hilda Furacão", da Globo. Escrita por Glória Perez, a minissérie foi inspirada no livro homônimo de Roberto Drummond sobre a história real de Hilda Muller. Dirigida por Maurício Farias e Luciano Sabino, a trama recriava a vida de Hilda - interpretada por Ana Paula Arósio - filha de uma tradicional família mineira e que escandalizou a sociedade ao abandonar o noivo no dia de seu casamento e se refugiar entre prostitutas. Ao chegar à pequena cidade de Santana dos Ferros, ela se transforma em alvo da paixão do Frei Malthus, vivido por Rodrigo Santoro. Frade dominicano, ele passa a enfrentar um intenso conflito, dividido entre a castidade e o pecado. Santana dos Ferros convive, então, com a presença exuberante de Hilda, ao mesmo tempo que, no país, se prepara o movimento militar de 1964. Matheus Nachtergaele e Rosi Campos brilharam interpretando, respectivamente, o travesti Cintura Fina e a prostituta Maria Tomba-Homem, ambos personagens reais. A minissérie também marcou a estréia de Ana Paula Arósio na Globo. Ainda no elenco, Danton Mello, Eliane Giardini e Chico Diaz.

25/07 - Ney Latorraca, 64 anos.

26/07 - Guilhermina Guinle, 34 anos

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Blablablá...

“Tomo até sopa com ninho de passarinho trazido da Tailândia para rejuvenescer”.

A esforçada Glória Maria, jornalista, contando em entrevista ao jornal paulistano "Folha de S. Paulo" que não mede esforços para escapar da velhice.

“ No início, havia uma fidelidade com a pobreza brasileira. Com o tempo, houve uma poetização da pobreza. Agora, é um subúrbio enfeitado”.

O corrosivo Pedro Cardoso, o Agostinho de "A Grande Família", analisando, em entrevista ao jornal carioca "Extra", as mudanças no seriado, no ar há sete anos.

“ Perdi muito tempo fazendo mediocridades”.

O mal-humorado José Wilker, no "Irritando Fernanda Young", sobre coisas que o deixam irritado.

“ Quando se sai do papel de observador para o de observado, tudo perde a espontaneidade”.

A incomodada Juliana Paes, a Maíra de "A Favorita", falando ao jornal carioca "Extra" sobre o lado ruim da visibilidade imposta pela tevê.

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