Gonzaga Rodrigues tem feito dos alfarrábios guardados na memória um resgate para nossa história da literatura nacional e reforço do orgulho para a Paraíba, principalmente quando traz à tona textos do paraibano Caetano Filgueiras, figura que conhecia de placa de rua num escondido recanto da Torre.
Num prefácio para o livro de poesia "Crisálidas", do jovem Machado de Assis, Caetano mostra certeza do crescimento intelectual e poético do revisor tipográfico, sem saber que, mais tarde, seria um grande romancista da língua portuguesa que agora fazendo memória dos 100 anos de sua morte.
Com suas crônicas que estão sendo publicadas neste jornal durante esta semana, abordando esse assunto, Gonzaga nos brinda com esta preciosidade que nos deixa ancho porque temos pessoas que, como ele, e Caetano Filgueiras, preocupados com a memória cultural de nossa terra.
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No próximo dia 26, deverá acontecer evento para lembrar a morte de João Pessoa, ex-presidente da Paraíba assassinado em julho de 1930 porque ofendeu a honra da família de João Dantas. Parentes dele tentam manter viva sua memória. É uma pena que cada vez menos paraibanos compareçam.
Somente se justifica como ausência do povo nesta comemoração, que reúne uns parentes seus, ao fato de que já não se suporta a tentativa de se esconder a verdade dos fatos.
Os novos pesquisadores, principalmente crias das universidades e centros de estudos, começam a revisar os anais da história de 1930, e já promovem o esclarecimento de certos equívocos na interpretação dos fatos da época.
Se João Pessoa teve seus méritos enquanto administrador, não se deve negar que outros atores da cena política de então, tem igualmente papel preponderante na história. Como, por exemplo, João Suassuna, homem reto e inocentemente assassinado. Ou José Pereira, que defendeu o patrimônio privado do sertanejo paraibano ameaçado pelo poder público estadual.