Jornal O Norte

João Pessoa, Quinta-Feira, 28 de Agosto de 2008

Gerais


Terminal de Passageiros de João Pessoa vai gerar economia para usuários

Projeto está orçado em R$ 2 milhões e vai atender 1,2 milhão de pessoas

O Terminal Metropolitano de Passageiros, que está sendo construído pelo Governo do Estado e será ponto de confluência dos ônibus urbanos de Cabedelo, Santa Rita, Bayeux e Conde vai permitir um ganho no salário do trabalhador, já que atualmente cerca de 45% dos seus proventos mensais são comprometidos com deslocamento ao trabalho. Serão seis empresas de transportes coletivos que vão atender l,2 milhão de passageiros todo mês, correspondendo a 14,5 milhões anualmente. O projeto está orçado em R$ 2 milhões.

A construção do Terminal Metropolitano de Passageiros, que atende a uma reivindicação da sociedade, da classe trabalhadora e estudantes, visa garantir o transporte intermunicipal com conforto e segurança, além de redução do custo das passagens e consequentemente o gasto do trabalhador ou do estudante no seu deslocamento diário para o trabalho, colégios e universidades.

Numa segunda etapa, serão integrados ao sistema os municípios de Cruz do Espírito Santo, Sapé e Mamanguape, num raio de 60 km, cujo ato de ampliação da área metropolitana está sendo elaborado pela Secretaria da Casa Civil do Governador. Com isto estaria dentro do limite de quilômetros exigidos pelo regulamento dos transportes caracterizados intermunicipais, mas de característica urbana. Com essa nova área, o número de passageiros passará para 16 milhões anuais.

As empresas que vão operacionalizar neste novo terminal são a Rodoviária Santa Rita, que também faz a linha de Lucena; Transportes Almeida e Transportes Graças, e Transportes Wilson, de Bayeux, além da Boa Viagem (Conde, Jacumã e Alhandra), e Reunidos, para Cabedelo. Serão 113 ônibus operando diariamente e realizarão 1.116 viagens todos os dias entre as localidades beneficiadas.

O diretor de Transportes do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER), Aparício Calzarra, explicou que a construção do terminal foi determinada pelo governador Cássio Cunha Lima, após receber reivindicações dos usuários que sentem redução dos seus salários.

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Adoção: ainda um longo caminho

CONTRASTES De um lado, filas enormes de pretendentes e poucas crianças para adoção, do outro abrigos lotados

Fernanda Medeiros
fernandamedeiros@jornalonorte.com.br

Para cada criança adotada, existe uma história de abandono que aos poucos vai sendo deixada de lado quando uma outra, mais alegre, é construída pelos novos pais. Esta é uma das missões da técnica em enfermagem Verônica Nunes, que agora é mãe da pequena Maria Clara Nunes, de 10 meses. "Ela chegou para mim como um presente de Deus. Sou viúva e casei novamente. Como não podia mais ter filhos decidi adotar uma criança", contou.

A guarda definitiva de Maria Clara saiu há uma semana pela comarca de Arara. "A mãe biológica da criança consentiu a adoção e estamos todos muito felizes. Meus filhos, que já são grandes, tenho até um casado, também são loucos por ela. Meu marido, nem se fala", resumiu Verônica.

Já o recém-nascido do sexo masculino que foi abandonado dentro da Igreja da Misericórdia, no último dia 13, continua sem nome. A criança está internada no Hospital Edson Ramalho, onde se recupera de um quadro de icterícia. Depois que receber alta, caso ninguém da família biológica apareça, ele já tem um pai e uma mãe o esperando. "Apareceram mais de 20 casais interessados, mas eles não estavam cadastrados. Tem um casal habilitado que está na frente", afirmou Fátima Cananéia, chefe do Setor de Adoção, da Vara da Infância e Juventude de João Pessoa.

No dia em que foi encontrado na Igreja da Misericórdia, todo empacotado e rodeado por formigas, algumas pessoas chegaram a manifestar, na hora, o desejo de adoção. Atualmente, no setor de adoção da Vara da Infância e Juventude de João Pessoa existem mais de 100 casais à espera de um filho. "Não temos muitas crianças para serem adotadas. Existem hoje umas três, contando com o que foi abandonado na Igreja da Misericórdia", disse Fátima Cananéia.

Pesquisa aponta números bem maiores de crianças abrigadas

Há três anos foi feita uma pesquisa nos mais de 10 abrigos de João Pessoa pela Rede Margaridas Pró-Crianças e Adolescente de João Pessoa (Remar-JP), em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) sobre o perfil das crianças abrigadas. Foi constatado que existiam 487 crianças abrigadas. O trabalho transformou-se no livro "A realidade dos Abrigos para Crianças e Adolescentes de João Pessoa-PB: desafios e perspectivas".

Segundo Lenilde Cordeiro Gonçalves, vice-presidente do Grupo de Apoio à Adoção de João Pessoa (GEAD), este número é maior, porque existe muita dificuldade para colher dados. "Segundo as próprias autoras (pág.140), esse número não corresponde ao total de crianças nos abrigos, visto que duas instituições negaram-se a prestar a informação", destacou Lenilde.

Ainda de acordo com a pesquisa, do total de crianças, 80,1% tinham mais de cinco anos de idade, 70% eram negras ou pardas e mais da metade estava abrigada há, pelo menos, dois anos, algumas chegando há mais de dez anos de abrigamento. O trabalho mostra ainda que a pobreza é principal causa, direta ou indireta, que levam as mães a colocarem seus filhos para a adoção.

"Nossa esperança é de que passe a existir um maior controle dessa situação com a informatização das Varas de Infância e criação de bancos de dados aonde constem todas as crianças que sejam abrigadas, em quaisquer dos abrigos da cidade", afirma Lenilde.

Abrigos não facilitam as adoções

DENÚNCIA Grupo de Apoio à Adoção de João Pessoa alerta que muitas crianças estão “escondidas” entre paredes

"Existem abrigos que recebem verbas per capita e não fazem nenhum esforço pela reintegração das crianças às suas famílias de origem ou pela sua inclusão em um Programa de Adoção". A denúncia é do GEAD. O grupo alerta que a permanência de vínculos com alguns familiares que visitam a criança é utilizada como justificativa para privar ela do seu direito constitucional de viver em família. "Muitas crianças perdem toda a sua infância, escondidas em abrigos, cumprindo pena pelos crimes que os adultos ou que o próprio Estado cometeram", frisou Lenilde Cordeiro.

Outra problemática que existe para quem estuda o processo de adoção são as pessoas que exigem adotar crianças recém-nascidas. "A história de qualquer criança começa antes mesmo dela ser gerada, com a história dos seus pais. E essa história terá que ser resgatada e respeitada, por que todo cidadão tem direito a saber de sua origem. A criança, de qualquer idade, após passar por uma fase de adaptação, consegue formar vínculos afetivos e construir, com a sua nova família, uma nova história", afirma Lenilde. Para a Psicóloga Elizabeth Holanda, voluntária do GEAD-JP, "a criança é um reflexo do ambiente em que vive. A experiência comprova que quando os pais adotivos são preparados para serem pais, o carinho e o afeto conseguem derrubar todas as barreiras", acrescenta a psicóloga.

"Infelizmente, o que ainda prevalece na mentalidade dos pretendentes à adoção é o preconceito e as crianças que passam de dois anos de idade já são consideradas como casos de adoção tardia e, não sendo, muitas vezes, sequer apresentadas aos pretendentes", explicou Lenilde.

Segundo ela, o Gead luta para que sejam ampliadas as possibilidades da adoção de crianças de qualquer idade. O Grupo também concorda que as possibilidades de serem constituídos diferentes modelos de famílias são válidos. "Não devem, por apenas um critério, serem discriminados os pretendentes à adoção, como é o caso, por exemplo, das pessoas que têm preferência homossexual".

Adoções por “consentimento” têm processos mais rápidos

Quem também fez a opção de ter "filhos do coração" foi a empresária Rosângela de Moura, 31 anos, que está em processo de adoção do segundo filho. "Minha filha Rafaela vai fazer três anos e já estava sentindo falta de um irmão. Foi quando apareceu Daniel e ele chegou há dois meses para morar com a gente", lembra. Ela destaca que nos dois casos, as mães biológicas das crianças também consentiram a adoção.

A jovem diz que o processo em que ela passou com a primeira filha e agora com o segundo foram tranqüilos, porque as mães biológicas consentiram a adoção. "Estou tentando fazer um projeto de prevenção ao abandono. Desta forma, as crianças sofreriam menos", ressalta Rosângela de Morais, que sofre quando acompanha casos de maus tratos às crianças.

"Outro problema também é que quando a criança está em um abrigo, as vezes aparece um parente distante da mãe biológica ou do pai e não permite a adoção. Muitas vezes, esta pessoa demora para visitar a criança. Então essa criança fica impedida de ter um lar", explicou.

Capital terá Programa de Apadrinhamento Afetivo

Na última reunião com várias entidades ligadas à causa da criança abrigada, o Juiz da Vara da Infância, Dr.Fabiano Moura, o GEAD foi convidado a colaborar diretamente na Preparação dos Pretendentes à Adoção habilitados na sua Comarca. "Foi uma vitória para a gente participar deste processo. Além disso, o GEAD-JP vai poder coordenar um Programa de Apadrinhamento Afetivo, junto ao Programa Famílias Acolhedoras, ajudando a formar novos conceitos sobre apadrinhamento e acolhimento de crianças, sem a intenção de adotar, mas, sim, de ajudá-las a voltar para a vida em família, seja a família de origem ou adotiva", acrescentou Lenilde Cordeiro. Ela explica que "a idéia é que o abrigo passe a ser um local de rápida passagem da criança que está em situação de risco, sendo, rapidamente, encaminhada para os cuidados de uma família".

Conheça o GEAD

Apesar de ser uma entidade civil independente, o GEAD-JP trabalha em constante parceria com as organizações governamentais que trabalham com a causa da criança, entre elas a Vara da Infância, a Curadoria da Infância e a Comissão Estadual Judiciária de Adoção - CEJA.

O grupo surgiu da iniciativa da médica psiquiatra Marinalva Brandão, em 1994, que se reuniu com outras mães e pais adotivos, para compartilharem suas experiências. O GEAD é uma entidade totalmente voluntária, que tem como principais objetivos dar apoio à causa da adoção e ajudar na prevenção do abandono de crianças e adolescentes.

O grupo tem estatuto registrado em Cartório, tem CNPJ e é cadastrado no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Além das reuniões de compartilhamento, o GEAD promove eventos e empresta material literário sobre a causa da adoção.

"Podem participar das reuniões, que acontecem a cada primeiro sábado do mês, pessoas pretendentes à adoção, pais adotivos, profissionais e estagiários que tenham interesse na causa, além de pessoas da comunidade, em geral, que desejem colaborar como voluntárias", convida Lenilde Cordeiro.

Projeto de Lei é votado com conservadorismo

O presidente do Movimento do Espírito Lilás (Mel) de João Pessoa, Luciano Bezerra, criticou a decisão da Câmara dos Deputados, que aprovou na quarta-feira o projeto de lei que estabelece novas regras para a adoção, retirando a possibilidade de casais homossexuais adotarem crianças e adolescentes Segundo Luciano Bezerra, a decisão foi um retrospecto na Câmara Federal e representa o conservadorismo das bancadas que formam a Casa.

"Os modelos da família tradicional continuam existindo, mas há outras formas de família convivendo com eles e isto precisa ser respeitado. A Constituição Brasileira diz que todos nós somos iguais, mas este tipo de decisão nos faz sentimos menores. Isto é uma regressão", declarou Luciano Bezerra.

O presidente do Mel afirmou que ainda há uma idéia equivocada de que a homossexualidade se ensina. "A ciência ainda não tem uma posição conclusiva sobre a homossexualidade, mas para o Mel a gente já nasce homossexual. E não se passa essa forma de ser a uma criança adotada", disse.

Luciano Bezerra frisou que há bancadas religiosas no Congresso Nacional que impedem até a discussão de temas envolvendo os homossexuais. Um exemplo, segundo ele, é a questão do Projeto de Lei Complementar (PLC) 122, que pode tornar a homofobia crime federal. "Agora falta vontade política do presidente Lula de priorizar esses assuntos, já que o Brasil é campeão mundial de violência contra o homossexual".

"A sociedade não aceita mais a violência contra gays, mas quando se fala em adoção parece que causa impacto", disse.

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Trotes impedem pronto atendimento

FALSAS CHAMADAS De acordo com o Ciop, 96% dos telefonemas recebidos são fantasiosos e o Samu registra 32%

Alexsandra Tavares
alexsandra@jornalonorte.com.br

Uma estudante foi vítima de atropelamento e está com fraturas expostas no corpo. O caso é grave. Ela aguarda o veículo de salvamento que ainda não chegou porque foi atender uma chamada que não existia. O caso é fictício, mas as falsas ocorrências que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Centro Integrado de Operações Especiais (Ciop-PB) recebem diariamente são reais e impedem o pronto atendimento aos feridos. Do total das chamadas recebidas pelo Ciop, a cada uma hora, 96% são trotes ou não emergenciais. Já no Samu Metropolitando de João Pessoa, o número destes casos fantasiosos chegou a 32% no semestre passado.

Nos primeiros seis meses de 2007, as falsas ocorrências recebidas pelo Samu da Capital chegaram a 58%. "Apesar da redução em relação ao ano passado, o percentual de trotes ainda é alto porque a falsa chamada impede que o socorro chegue mais rápido às verdadeiras vítimas. Atribuímos essa queda em relação a 2007, as campanhas educativas que realizamos", frisou Walber Frazão Júnior, coordenador de enfermagem do Samu Metropolitano de João Pessoa.

Walber Frazão afirmou que somente no mês passado o Samu recebeu 19 telefonemas enganosos de um mesmo número de celular. Este número foi registrado e está em primeiro lugar na lista de trotes do mês de julho recebidos pelo órgão. "Houve um caso em que uma criança telefonou brincando e ocupando a linha. No mesmo dia a mãe dela precisou de atendimento de verdade, mas demoramos para enviar porque no nosso sistema o número estava registrado como de trote", explicou Walber Frazão.

O coordenador de enfermagem do Samu Metropolitano de João Pessoa contou que para se certificar de que uma chamada é verdadeira os profissionais fazem uma série de perguntas e o atendimento se torna mais demorado. "Se for uma falsa chamada a pessoa acaba entrando em contradição", explicou.

Já a comandante do Ciop, major Valtânia Ferreira da Silva, explicou que na primeira semana de outubro do ano passado foi feito um levantamento que detectou que em uma hora de chamada telefônica 96% não eram emergenciais. Ou seja, apenas 4% das ligações eram adequadas ao tipo de serviço que o Ciop atende, que são ocorrências que necessitam do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

"Dentre as ligações não emergenciais estão trotes, pessoas querendo saber número de telefones de banco, hospitais e outras coisas de menor relevância", disse Valtânia Ferreira. Ela explicou que a pesquisa foi realizada em outubro porque os moradores das comunidades se queixavam dos telefones estarem sempre ocupados. "Fazemos um apelo para que as pessoas só liguem para o 190 e 193 apenas em casos emergenciais", disse.

SAIBA MAIS

Tanto o Ciop quanto o Samu Metropolitano de João Pessoa informaram que a maior parte dos trotes é feito por crianças. Os pais, muitas vezes, são comunicados do ato ilícito, mas alguns não tomam providências. Segundo a comandante do Ciop, Valtânia Ferreira da Silva, este ato é caracterizado crime que pode resultar em pagamento de multa e até detenção.

"Segundo o artigo 340 do Código Penal Brasileiro, o trote pode ser caracterizado como comunicação falsa ou atentado contra a segurança do serviço público e pode resultar em multa ou detenção", disse a comandante do Ciop.

Valtânia Ferreira da Silva disse que durante a pesquisa realizada em outubro de 2007, houve telefonista que recebeu 67 ligações em uma hora de trabalho e, dessas, nenhuma era relevante. Outra profissional atendeu 89 chamadas telefônicas e apenas duas eram emergenciais. O caso chamou a atenção do Ciop que realizou campanhas educativas nas escolas.

Já Walber Frazão Júnior explicou que no Samu são recebidos três principais casos de trotes. "Em primeiro lugar estão as crianças fazendo brincadeiras, depois os adultos também fazendo gozação e, por último, adultos criando falsos casos emergenciais".

A partir de setembro o Samu Metropolitano de João Pessoa irá iniciar a campanha "Ajude o Samu a salvar vidas, ligue apenas em caso de urgência". O trabalho educativo será realizado nas escolas e vias públicas com a distribuição de panfletos. Nas unidades de ensino serão realizadas ainda palestras. O Samu cobre, atualmente, 1,2 milhões de pessoas e diariamente são feitos de 100 a 150 atendimentos.

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Paraibana na página da Playboy

ESTRÉIA Keylla Nóbrega é a primeira representante do Estado a ser clicada como “coelhinha” na revista masculina

Thais Cirino
thais@jornalonorte.com.br

Pela primeira vez uma paraibana é escolhida para ilustrar a revista masculina mais badalada do mundo. A pessoense Keylla Nóbrega aparece na edição de aniversário da "Playboy" como uma das coelhinhas da publicação que comemora 33 anos neste mês de agosto. "Foi uma surpresa. O fotógrafo enviou as fotos, mas não acreditei quando eles me escolheram", comenta Keylla. A foto da paraibana aparece na página 54 da revista que traz na capa a atriz Carol Castro.

O convite para fazer as fotos partiu do amigo e fotógrafo Toddy Holland que possui um estúdio em João Pessoa e propôs fazer um ensaio de Keylla para enviar a "Playboy". A jovem, que nunca havia feito trabalho como modelo, topou o desafio e encarou as lentes do amigo. "Eu sempre tive vontade de fazer um trabalho na área e achei a idéia interessante. Só não esperava que fosse acontecer", relata.

Com 28 anos de idade, tecnóloga em informática e mãe de dois filhos, a pessoense diz que a publicação da foto foi comemorada pela família e amigos mais próximos, mas que ainda não sabe o que vai acontecer a partir disso. "Ainda não fiz divulgação desse trabalho e não sei se ele irá abrir portas", observa Keylla, que continua: "Na verdade, a minha vida continua, mas se aparecerem outros trabalhos eu vou adorar".

O ensaio foi realizado no primeiro semestre e, ao contrário das demais coelhinhas da "Playboy" que aparecem na mesma edição, Keylla ganhou uma página inteira para a publicação da foto. A edição de aniversário da revista foi lançada no dia 12 deste mês e traz também 25 fotos da atriz Carol Castro feitas pelo fotógrafo Bob Wolfenson. O ensaio foi inspirado na Bahia de Jorge Amado.

TRAJETÓRIA

A "Playboy" é uma revista de entretenimento erótico direcionada para o público masculino. A primeira edição da revista foi publicada em 1953 por Hugh Hefner, nos Estados Unidos, e teve como atração de capa a atriz norte-americana Marilyn Monroe. Curiosamente, ela foi levada às bancas sem número na capa da edição, pois seu criador não tinha certeza de sua continuação. Na época de seu lançamento, a revista destacou-se como pioneira na exibição de fotografias de mulheres nuas.

Dividida entro o sucesso e a polêmica, a revista manteve sua continuidade e todo mês apresenta aos seus leitores uma estrela principal (em inglês playmate, ou em português coelhinha), uma entrevista e reportagens sobre assuntos diversos do universo masculino. Hoje ela possui divulgação em vários países e, no Brasil, é publicada pela Editora Abril. A primeira revista Playboy no Brasil teve como destaque Livia Mund, em agosto de 1975.

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