O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), acaba de emplacar o engenheiro Márcio Porto para a Diretoria de Construção das Centrais Elétricas de Furnas. A nomeação sai na segunda-feira. O cargo era disputado por diversos setores do PMDB e, para evitar uma briga entre as alas do partido, a escolha do governo recaiu sobre o técnico Márcio Porto.
A guerra agora será por conta das diretorias da Biobras, onde o PSC não conseguiu emplacar sua indicação e pelas duas vagas da Agência Nacional do Petróleo (ANP), uma luta que só deve ter um desfecho depois do recesso parlamentar.
Petistas atentos às ações da Polícia Federal notaram que as duas últimas grandes operações deflagradas reverberaram na ante-sala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A João de Barro vasculhou um esquema de corrupção em obras no PAC da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A Satiagraha jogou o secretário pessoal de Lula, Gilberto Carvalho, no olho do furacão. Tem gente achando que essa história vai além do simples jogo de Tarso Genro se fortalecer para 2010. Há ainda uma tentativa de enfraquecer a turma mais próxima de Lula dentro do Planalto.
A turma do Ministério do Turismo telefonou. Queria avisar que, a propósito da nota publicada ontem nesta coluna, Quipapá (PE) só recebeu R$ 1 milhão para seu festival da canção porque era uma emenda carimbada do deputado Marcos da Hora (PRB-PE). E, no caso de Olinda, os R$ 200 mil eram parte da programação normal do ministério, e não de emendas parlamentares carimbadas.
Alvo de uma sindicância na Corregedoria da Câmara por causa da Operação João de Barro, que apurou desvio de recursos em prefeituras mineiras, o deputado Ademir Camilo (PDT-MG) abordou o corregedor Inocêncio Oliveira (PR-PE). Queria ter acesso a todos os detalhes do processo. Inocêncio não deixou por menos: “Para ver, antes você precisa ser formalmente notificado. Aí não pode mais renunciar”. Ademir pensou, pensou, e… desistiu de ver os documentos. Prefere ficar livre para, se for o caso, renunciar ao mandato.
Advogados de um policial civil preso há dois meses em Brasília por extorsão entraram, na quarta-feira, com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Usaram o mesmo argumento que serviu de base para a liberação do banqueiro Daniel Dantas: o de que a decisão de uma Corte superior pode se sobrepor às das inferiores. Se colar…
Os deputados do PMDB do Rio de Janeiro mandaram um abaixo-assinado ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Tudo para dizer que não atribuam a eles qualquer indicação para órgãos federais da Saúde no estado. Quem encabeça a lista é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Eduardo Cunha, e o quase-sempre-relator-de-projetos-importantes, Leonardo Picciani, que, sempre que pode, descasca o ministro na CCJ.
O deputado Mário Heringer, do PDT mineiro, assumiu a liderança do bloco PSB-PCdoB-PDT-PMN, o Bloquinho. Vai comandar a bancada justamente no período eleitoral, em que haverá pouca atividade parlamentar. Na Casa, em agosto, só o que promete é a CPI das Escutas Telefônicas.
Era tamanho o fluxo de militantes tucanos ao gabinete político de Geraldo Alckmin, no centro de São Paulo, que o elevador do prédio travou diante do sobe-e-desce. Preso no nono andar, o candidato do PSDB discursou para quem havia conseguido subir. Para não descontentar os cabos eleitorais que chegaram depois da pane, Alckmin desceu os nove andares de escada e falou de novo.
A família do ex-senador Antônio Carlos Magalhães (DEM) fará uma homenagem neste domingo, em Salvador, em lembrança ao cacique baiano, morto em 20 de julho do ano passado. Foram distribuídos convites aos 584 parlamentares e nos principais gabinetes do Executivo e do Judiciário.
Por duas vezes prefeito de Juazeiro (BA) e candidato a um terceiro mandato, o deputado Joseph Bandeira (PT) apelou ao diretório estadual do partido para ter como vice sua mulher, Flor de Maria. Ela é vereadora pelo PPS, partido adversário do PT, o que virou motivo de briga entre os aliados no município. Bandeira pediu e levou. O PT baiano aprovou a chapa unida por laços matrimoniais.